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Desde 12 300 €, a Honda CB1000F deixa de fora o cruise control
Comércio e Indústria

Desde 12 300 €, a Honda CB1000F deixa de fora o cruise control

Publicado a 22 de Outubro de 2026, às 21h05  ·  5 min de leitura

A Honda CB1000F de 1.000 cc recebe elogios pelo motor e pelas suspensões, mas a ausência de cruise control pesa na avaliação.
Já está à venda em Portugal desde 12 300 euros.

O essencial

  • O motor recebe elogios pela força nos médios regimes e pela alimentação precisa.
  • As suspensões Showa revelaram uma afinação confortável e equilibrada.
  • A CB1000F já está à venda em Portugal desde 12 300 euros.

A Honda CB1000F recupera o aspeto da CB900F, com uma base mecânica derivada da CB1000 Hornet.
A arquitetura do motor vem da CBR1000RR de 2017, mas a Honda alterou a distribuição, a admissão e o escape para dar outro carácter ao tetracilíndrico.

Nos primeiros contactos, o motor e o equilíbrio das suspensões convencem, segundo a Motociclismo apurou.
As críticas recaem sobre a ausência de cruise control e de quickshifter bidirecional de série.

Honda CB1000F na estrada

A Honda CB1000F de 2026, noutra fotografia oficial da Honda.
A Honda CB1000F de 2026, noutra fotografia oficial da Honda.

Quem já a conduziu destaca a força do motor, a alimentação precisa e a resposta vigorosa nos médios regimes, depois de uma ligeira hesitação inicial.
O acelerador eletrónico responde suavemente ao abrir, mas fechá-lo depressa provoca uma desaceleração mais brusca no modo Sport.
Os modos Standard, Rain e User são mais suaves.

A CB1000F reage melhor a comandos progressivos do que a movimentos bruscos.
As suspensões Showa têm uma afinação confortável e revelaram bom equilíbrio entre a frente e a traseira, sem necessidade de ajustes durante o primeiro contacto.
Neste ponto, a impressão foi mais favorável do que a deixada pelo amortecedor traseiro da Kawasaki Z900RS SE.

O que falta no equipamento

Apesar do acelerador eletrónico, a CB1000F não tem controlo da velocidade de cruzeiro, e o quickshifter bidirecional não é de série.
A navegação pelos menus do ecrã a cores de 5 polegadas também recebeu críticas por ser pouco intuitiva.
A Honda CB1000F já está à venda em Portugal desde 12 300 euros.

A eletrónica inclui uma unidade de medição inercial de 6 eixos, controlo de tração, regulação do travão-motor e conectividade Honda RoadSync.
O sistema antibloqueio de travagem (ABS) funciona em curva, ao contrário do da Hornet referida na comparação.
É possível desligar o controlo de tração, mas o ABS permanece ativo.

Travões suaves e suspensão regulável

A Honda CB1000F de 2026, numa fotografia oficial da Honda; o detalhe mostrado não está identificado no material consultado.
A Honda CB1000F de 2026, numa fotografia oficial da Honda; o detalhe mostrado não está identificado no material consultado.

À frente, a ficha técnica indica pinças radiais Nissin de 4 pistões e discos flutuantes de 310 mm.
Atrás há um disco de 240 mm com pinça de 1 pistão.
Segundo a Honda, os tubos de borracha foram escolhidos pela sua expansão, para oferecer um tato diferente do da Hornet SP.

Na estrada, a resposta inicial dos travões é moderada e adequada à utilização quotidiana, sem uma manete excessivamente esponjosa.
O ABS em curva revelou uma intervenção discreta.
A forquilha invertida Showa de 41 mm é totalmente regulável, enquanto o monoamortecedor com sistema Pro-Link permite ajustar a pré-carga e a extensão.

Conforto com espaço contado

A Honda CB1000F de 2026, numa fotografia oficial da Honda; o detalhe mostrado não está identificado no material consultado.
A Honda CB1000F de 2026, numa fotografia oficial da Honda; o detalhe mostrado não está identificado no material consultado.

O assento fica a cerca de 795 mm do solo e o guiador está aproximadamente 30 mm acima do da Hornet.
A posição é direita e descontraída, mas a flexão dos joelhos pode limitar o conforto dos condutores mais altos.
O acolchoamento também poderá ser insuficiente em viagens prolongadas.

O quadro de aço é partilhado com a Hornet SP, mas o subquadro é específico para acomodar passageiro ou bagagem.
A ficha técnica declara cerca de 214 kg em ordem de marcha e um depósito de aproximadamente 16 litros.
A transmissão combina caixa de 6 velocidades, embraiagem assistida e deslizante e transmissão final por corrente.

O passado ainda pesa

A ligação às CB750F e CB900F vê-se na continuidade das linhas entre depósito, tampas laterais e traseira.
A decoração Wolf Silver Metallic com faixas azuis evoca a CB900F de Freddie Spencer dos anos 80.
O farol redondo mantém o estilo clássico, embora o ecrã retangular destoe do conjunto.

Para trabalhar o som da Honda CB1000F, a marca adotou distribuição desfasada entre pares de cilindros, condutas de admissão de 140 mm e escape com 3 câmaras.
O resultado agradou nos primeiros contactos, embora a preferência pelo som de admissão e escape tenha recaído na Kawasaki Z900RS SE.
A avaliação global aproxima as 2 motos, sem uma preferência clara pela Honda.

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Perguntas e respostas

A Honda CB1000F agrada na estrada, mas há equipamento em falta?

Nos primeiros contactos, o motor e o equilíbrio das suspensões convencem.
A ausência de cruise control e de quickshifter bidirecional de série merece críticas.

Quanto custa a Honda CB1000F em Portugal?

A Honda CB1000F já está à venda em Portugal desde 12 300 euros.

A Honda CB1000F é confortável para condutores altos?

A posição é direita e descontraída, mas a flexão dos joelhos pode limitar o conforto dos condutores mais altos.
O acolchoamento também poderá ser insuficiente em viagens prolongadas.

Ficha técnica

Motor
Tetracilíndrico de 1.000 cc com distribuição desfasada
Transmissão
Caixa de 6 velocidades, embraiagem assistida e deslizante, corrente
Suspensão
Forquilha invertida Showa 41 mm regulável, monoamortecedor Pro-Link regulável
Travagem
Pinças radiais Nissin 4 pistões 310 mm frente, pinça 1 pistão 240 mm trás, ABS em curva
Quadro
Aço partilhado com Hornet SP, subquadro específico
Peso
Cerca de 214 kg em ordem de marcha
Depósito
Aproximadamente 16 litros
Assento
795 mm de altura
Preço
Desde 12 300 euros em Portugal

Duarte Chaves

Motociclismo  ·  13 artigos

Recebeu a primeira moto, uma KTM, do avô, quando tinha 19 anos, e ainda a tem. Agora está a descobrir os automóveis. Ainda muito jovem, continua a aperfeiçoar o que sabe sobre este mundo, mas a paixão, essa, já a tem toda. Nos tempos livres gosta de surfar.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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