As trotinetas partilhadas podem sair de Lisboa até janeiro de 2027
A Câmara de Lisboa quer retirar as trotinetas partilhadas até ao final de janeiro de 2027.
A proposta, ainda por aprovar, prevê uma suspensão definitiva e um prazo de 60 dias para os operadores removerem os equipamentos após a notificação formal.
O essencial
- A proposta será apresentada numa reunião extraordinária de câmara em 21 de outubro.
- Se a proposta for aprovada, os operadores terão 60 dias para retirar os equipamentos após a notificação formal.
- A autarquia aponta os acidentes e a desordem no estacionamento como razões para a suspensão.
A proposta é apresentada como uma suspensão definitiva, sem regresso previsto para as trotinetas partilhadas em Lisboa.
A Câmara Municipal espera concluir a retirada até ao final de janeiro de 2027, segundo Gonçalo Reis, vice-presidente da autarquia.
A proposta, segundo a Motociclismo apurou, prevê a resolução unilateral dos acordos de colaboração com os operadores por razões de interesse público.
“É uma suspensão em que não prevemos o regresso das trotinetas”, afirma Gonçalo Reis.
Como retirar as trotinetas partilhadas
A autarquia vai apresentar a proposta numa reunião extraordinária de câmara marcada para 21 de outubro.
O objetivo é proibir a circulação e o estacionamento destes equipamentos, com um prazo de 60 dias para a remoção após a notificação formal aos operadores.
“Contamos que até ao final de janeiro já não haja trotinetas em Lisboa”, detalha o vice-presidente.
Gonçalo Reis diz não temer a contestação dos operadores e anunciou que lhes comunicaria a decisão na manhã de sexta-feira.
Segurança e estacionamento na origem
A câmara aponta os acidentes e a desordem no estacionamento como razões para a suspensão.
Em 2023, já durante o mandato de Carlos Moedas, a autarquia tinha assinado um acordo para regular estes veículos, incluindo a redução da velocidade e a definição de locais de estacionamento.
Foi Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, quem anunciou o fim das trotinetas partilhadas na noite de 15 de outubro.
Falou de uma “guerra que nunca vai acabar” e de um “problema gravíssimo de segurança e de espaço público”.
Apesar de ter maioria na câmara, apelou ao PS para viabilizar a medida.
Lisboa segue decisões de outras cidades europeias, como Paris, Madrid e Bruxelas.
Em Portugal, Vila Nova de Gaia, Braga e Espinho aprovaram medidas semelhantes nos últimos meses.
Câmara aponta às bicicletas
Gonçalo Reis mantém a intenção de colaborar com as empresas noutras áreas.
“Estamos interessados em trabalhar com estes operadores, não no terreno das trotinetas, mas em outros terrenos da mobilidade suave, nomeadamente das bicicletas”, sublinha o vice-presidente, que considera as bicicletas seguras e respeitadoras do espaço público.
Bolt, Bird e Lime já tinham tomado uma posição conjunta contra as restrições que surgiam em Portugal.
“Estamos disponíveis para trabalhar com os municípios”, garantiam os operadores.
Em agosto, Frederico Venâncio, diretor de micromobilidade da Bolt, afirmava que o negócio em Lisboa “deixou de funcionar da mesma forma, mas mais uma vez as operadoras adaptaram-se”.
Referendo segue outro caminho
A decisão da câmara antecipa o referendo que o Automóvel Clube de Portugal (ACP) pretende realizar sobre o fim das trotinetas na cidade.
A iniciativa reuniu as assinaturas necessárias e o seu avanço depende agora da Assembleia Municipal de Lisboa.
Sobre essa possibilidade, Gonçalo Reis afirma que “a câmara municipal fez a sua reflexão” e considera “perfeitamente aceitável esta iniciativa” do ACP.
O próximo passo da autarquia está marcado para 21 de outubro, com a apresentação da proposta em reunião extraordinária.
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Perguntas e respostas
Quando quer Lisboa acabar com as trotinetas partilhadas?
A Câmara Municipal espera concluir a retirada até ao final de janeiro de 2027, segundo Gonçalo Reis, vice-presidente da autarquia.
A autarquia vai apresentar a proposta numa reunião extraordinária de câmara marcada para 21 de outubro.
Qual será o prazo para os operadores retirarem as trotinetas?
A proposta prevê um prazo de 60 dias para a remoção após a notificação formal aos operadores.
O objetivo é proibir a circulação e o estacionamento destes equipamentos.
Porque quer a Câmara de Lisboa suspender as trotinetas partilhadas?
A câmara aponta os acidentes e a desordem no estacionamento como razões para a suspensão.
Carlos Moedas falou de um “problema gravíssimo de segurança e de espaço público”.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://informacao.lisboa.pt/noticias/arquivo/detalhe/municipio-vai-regular-uso-de-trotinetes-e-bicicletas-partilhadas
Motociclismo · 8 artigos
Prefere passar uma semana numa história a despachar dez num dia. Escreve as peças que não cabem numa notícia: o perfil de um piloto, a engenharia por trás de uma moto ou de um automóvel, a equipa que se reconstrói depois de um ano difícil. Mas também colabora com o resto da equipa no dia a dia. O que faz no tempo livre não diz: guarda para ele.
Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.
