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A Ducati Superleggera V4 Centenario leva carbocerâmica à estrada
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A Ducati Superleggera V4 Centenario leva carbocerâmica à estrada

Publicado a 18 de Outubro de 2026, às 14h08  ·  5 min de leitura

A Ducati Superleggera V4 Centenario tem 228 cv na configuração de estrada e chega aos 247 cv com a preparação de circuito.
A série do centenário combina construção em carbono com travões carbocerâmicos homologados para estrada, numa produção de 500 unidades e mais 100 Tricolore.

O essencial

  • O peso em ordem de marcha, sem combustível, é de 173 kg na configuração de estrada.
  • O escape de competição Akrapovič e o óleo Ducati Corse Performance permitem atingir 247 cv.
  • Às 500 unidades numeradas somam-se 100 unidades da versão Tricolore.

A Ducati Superleggera V4 Centenario leva travões carbocerâmicos e uma forquilha de carbono para a estrada.
Apresentada em março pela Ducati, tem 228 cv e pesa 173 kg em ordem de marcha, sem combustível.
A marca apresenta ambas as soluções como estreias mundiais numa moto homologada para estrada.

Na configuração de circuito, a Motociclismo apurou, com base na informação da Ducati, que o escape Akrapovič e o óleo Ducati Corse Performance permitem atingir 247 cv.
Com o kit de competição incluído, o peso sem combustível desce para 167 kg, numa relação anunciada de 1,48 cv/kg.

Superleggera V4 Centenario em números

A produção compreende 500 unidades numeradas, às quais acrescem 100 Tricolore, numa homenagem ao centenário da Ducati.
Baseada na 7.ª geração da Superbike da marca, sucede às 1199 Superleggera de 2013, 1299 Superleggera de 2016 e V4 Superleggera de 2020.
A primeira usava magnésio no quadro, braço oscilante e jantes; a 1299 introduziu a estrutura integral em carbono.

O Desmosedici Stradale R 1100 passa de 998 para 1.103 cc, com o curso a aumentar de 48,41 para 53,5 mm.
Segundo a Ducati, pesa menos 3,6 kg do que o motor da Panigale V4 com embraiagem seca e cumpre Euro 5+ na configuração de estrada.

Motor afinado à mão

A Ducati Superleggera V4 Centenario, numa fotografia oficial da galeria. A fonte não identifica o componente mostrado.
A Ducati Superleggera V4 Centenario, numa fotografia oficial da galeria. A fonte não identifica o componente mostrado.

A distribuição desmodrómica é afinada manualmente, com uma placa assinada pelo técnico responsável.
O motor tem pistões de 2 segmentos, válvulas de admissão em titânio, contrapesos de tungsténio e corpos de borboleta de 56 mm.
Os coletores de escape são de titânio e os canais de admissão e escape recebem polimento.

A caixa Ducati Racing Gearbox coloca o ponto morto abaixo da 1.ª velocidade.
O Ducati Neutral Lock impede a sua seleção acidental durante a redução, enquanto a corrente DID ERV7 e a cremalheira de Ergal poupam 0,69 kg face à Panigale V4 S.

Travões e suspensão especiais

A Ducati Superleggera V4 Centenario, numa fotografia oficial da galeria do modelo.
A Ducati Superleggera V4 Centenario, numa fotografia oficial da galeria do modelo.

Os discos Brembo usam um composto cerâmico reforçado com fibra de carbono.
A marca anuncia menos 450 gramas por disco e uma inércia 40% inferior face a discos de aço de referência.
As pinças GP4-HY têm pistões de 30 e 34 mm e um sistema que liberta o disco ao largar a manete.

A forquilha pressurizada Öhlins NPX 25/30 Carbon pesa menos 8% do que a da Panigale V4 R e menos 10% do que a da V4.
Atrás, o monoamortecedor Öhlins TTX36 GP LW combina válvulas derivadas de MotoGP, afinação hidráulica sem ferramentas e bieletas de titânio.

Carbono para cortar peso

Quadro, braço oscilante, subquadros, jantes e carenagem usam fibra de carbono.
Segundo a Ducati, o quadro dianteiro pesa menos 17% e o braço oscilante menos 21% do que os equivalentes em alumínio.
Cada componente de carbono passa por termografia, ultrassons e tomografia computorizada, um processo aplicado pela marca desde a 1299 Superleggera.

As asas e os Corner Sidepods vêm da Panigale V4 R Superbike e foram concebidos para gerar carga aerodinâmica em ângulos elevados de inclinação.
A eletrónica reúne controlo de tração, de cavalinhos, de derrapagem e de arranque, além do sistema antibloqueio de travagem em curva.
O controlo dinâmico do travão-motor atua também no travão traseiro, incluindo depois de o condutor libertar o dianteiro.

Duas decorações de aniversário

O Rosso Centenario recupera referências à Ducati 60 de 1949 e à Gran Sport de 1955, tendo inspirado as cores oficiais de competição de 2026.
A Tricolore homenageia a 750 F1 Endurance Racing dos anos 80.

A entrega inclui caixa de madeira, certificado de autenticidade, capa, tapete e suportes de paddock.
O programa anunciado previa ainda uma MotoGP Experience para 26 proprietários, nos dias 6 e 7 de julho de 2026, com a possibilidade de conduzir a DesmosediciGP26.

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Perguntas e respostas

O que distingue a Ducati Superleggera V4 Centenario?

Tem travões carbocerâmicos e uma forquilha de carbono, apresentados pela Ducati como estreias mundiais numa moto homologada para estrada.
Quadro, braço oscilante, subquadros, jantes e carenagem usam fibra de carbono.

Quantos cavalos tem a Superleggera V4 Centenario?

Tem 228 cv na configuração de estrada.
Na configuração de circuito, o escape Akrapovič e o óleo Ducati Corse Performance permitem atingir 247 cv.

Quantas unidades serão produzidas?

A produção compreende 500 unidades numeradas, às quais acrescem 100 Tricolore.
A Tricolore homenageia a 750 F1 Endurance Racing dos anos 80.

Fotografia: sala de imprensa da marca, https://mediahouse.ducati.com/my27-superleggera-v4-centenario/?lang=oci

Ficha técnica

Motor
Desmosedici Stradale R
Cilindrada
1.103 cc
Potencia
228 cv (estrada) / 247 cv (circuito)
Transmissao
Ducati Racing Gearbox
Travagem
Discos carbocerâmicos Brembo com pinças GP4-HY
Suspensao
Öhlins NPX 25/30 Carbon (dianteira) / Öhlins TTX36 GP LW (traseira)
Quadro
Fibra de carbono
Peso
173 kg (estrada) / 167 kg (circuito)
Producao
500 unidades numeradas + 100 Tricolore

João Bettencourt Fernandes

Motociclismo  ·  11 artigos

Para ele, uma corrida nunca é só uma corrida. Segue as motos e os automóveis a pensar no que um resultado vai querer dizer três provas depois, nas rivalidades que fazem uma época e na história que dá peso a cada vitória. Além disso, gosta de passar tempo na oficina a montar e desmontar motores. É o que se chama um verdadeiro apaixonado.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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