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A Ack Attack quer superar 643,738 km/h, 16 anos após o recorde
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A Ack Attack quer superar 643,738 km/h, 16 anos após o recorde

Publicado a 21 de Outubro de 2026, às 17h01  ·  4 min de leitura

A Ack Attack pretende superar 643,738 km/h nos Bolivia Speed Trials, com Rocky Robinson aos comandos. Para validar um recorde, a FIM exige 2 passagens em 2 horas e calcula a média das velocidades.

O essencial

  • O recorde absoluto reconhecido pela FIM está nos 605,697 km/h desde 2010.
  • A velocidade oficial resulta da média de 2 passagens realizadas em 2 horas.
  • Os Bolivia Speed Trials decorrem de 22 a 27 de outubro no Salar de Uyuni.

Os sensores podem mostrar uma velocidade extraordinária sem que isso valha um recorde. A TOP 1 Ack Attack Streamliner quer superar 643,738 km/h na Bolívia, segundo a Federação Internacional de Motociclismo (FIM), mas a medição oficial é decisiva.

Pelas regras da FIM, segundo a Motociclismo apurou, cada máquina tem de completar 2 passagens num intervalo de 2 horas. A média das velocidades determina o resultado final, não o valor máximo atingido numa passagem.

O desafio da Ack Attack

A TOP 1 Ack Attack Streamliner, no material oficial da tentativa de recorde.
A TOP 1 Ack Attack Streamliner, no material oficial da tentativa de recorde.

Rocky Robinson regressa aos comandos da moto com que estabeleceu, em 2010, o recorde mundial absoluto de velocidade terrestre para motos reconhecido pela FIM. A marca está nos 605,697 km/h. A tentativa decorre nos Bolivia Speed Trials, de 22 a 27 de outubro, no Salar de Uyuni.

Segundo a FIM, o percurso terá cerca de 30 km, num salar situado a 3.656 metros de altitude, no planalto do sudoeste boliviano. Com mais de 10.000 km², é o maior salar do mundo. O ar menos denso reduz a resistência aerodinâmica, uma condição que Mike Akatiff considera favorável à tentativa.

A velocidade que não contou

Não é a Ack Attack em ação; mostra Mike Akatiff na oficina.
Não é a Ack Attack em ação; mostra Mike Akatiff na oficina.

Akatiff, organizador da prova e responsável pelo projeto e construção da Ack Attack, é especialista em aviónica e antigo piloto. Tem 81 anos. “Rocky wants to be the first to go over four-hundred miles an hour and we’re there to support him one-hundred per cent.” A declaração traduz o apoio ao objetivo de Robinson, superar 643,738 km/h.

Akatiff recorda que, em 2010, a caixa não engrenava a 5.ª nem a 6.ª velocidade, apesar de a equipa ter conseguido o recorde. No final, os sensores indicaram uma velocidade ligeiramente superior a 643,738 km/h, mas esse valor não ficou registado oficialmente. É essa diferença que explica o regresso.

Uma disputa desde 2006

Não é a Ack Attack em ação; mostra Rocky Robinson no Salar de Uyuni.
Não é a Ack Attack em ação; mostra Rocky Robinson no Salar de Uyuni.

Segundo a FIM, a Ack Attack começou a ganhar forma numa oficina de San Jose, na Califórnia, em 2003. Tem 2 motores Suzuki Hayabusa, com uma cilindrada conjunta de 2.598 cc. Em 2006, Robinson atingiu 551,678 km/h e superou em mais de 32 km/h o recorde que Dave Campos detinha desde 1990.

A marca durou apenas 48 horas, até Chris Carr chegar aos 564,693 km/h com a BUB Seven Streamliner. Robinson respondeu com 580,833 km/h em 2008, mas Carr recuperou o recorde em 2009, com 591,244 km/h. O atual registo de Robinson chegou no ano seguinte.

O antigo campeão de speedway, agora com 65 anos, também passou por um acidente em 2007. A Ack Attack capotou a mais de 482,803 km/h e deu 16 voltas. “I rolled it sixteen times and walked away.”, recorda Robinson, que mantém o objetivo de ultrapassar 643,738 km/h.

Mais 3 tentativas na Bolívia

A FIM anuncia 4 tentativas de recorde nesta edição. Jamie Williams procura superar 321,869 km/h com a sua MTT, de turbina e cerca de 426 cv, construída em torno de um motor de helicóptero Rolls Royce. Em 2023, estabeleceu um recorde aberto com 216 km/h, embora tenha atingido uma velocidade não oficial próxima de 289,682 km/h.

Williams tentará também ultrapassar 321,869 km/h numa moto de neve com motor Suzuki Hayabusa turbo de 1.350 cc. Dan Smith procurará um novo recorde FIM com uma Suzuki GSXR 750 turbo.

Depois das edições de 2017, 2018 e 2023, os Bolivia Speed Trials regressam pela 4.ª vez. As tentativas começam a 22 de outubro e prolongam-se até dia 27.

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Perguntas e respostas

Ack Attack quer novo recorde. Uma passagem não chega?

Pelas regras da FIM, cada máquina tem de completar 2 passagens num intervalo de 2 horas. A média das velocidades determina o resultado final, não o valor máximo atingido numa passagem.

Qual é o recorde de velocidade da Ack Attack?

A marca está nos 605,697 km/h. Rocky Robinson estabeleceu o recorde mundial absoluto de velocidade terrestre para motos reconhecido pela FIM em 2010.

Que motores tem a Ack Attack?

Tem 2 motores Suzuki Hayabusa, com uma cilindrada conjunta de 2.598 cc. A Ack Attack começou a ganhar forma numa oficina de San Jose, na Califórnia, em 2003.

Ficha técnica

Motor
2 motores Suzuki Hayabusa
Cilindrada
2.598 cc
Recorde actual
605,697 km/h
Objectivo
643,738 km/h
Localização
Salar de Uyuni, Bolívia
Altitude
3.656 metros
Datas
22 a 27 de outubro

David Varela do Paço

Motociclismo  ·  15 artigos

Para ele, motos e automóveis fazem parte da família. O pai já gostava, e para ele foi o curso natural. Ainda jovem, mas muito apaixonado, segue os passos do pai. Tempos livres, esses, não tem muitos.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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