O que torna a BENDA Rock 707 diferente? Suspensão pneumática e embraiagem eletrónica
O essencial
- A BENDA Rock 707 utiliza suspensão traseira pneumática de duas câmaras com controlo eletrónico que varia a altura entre 690 e 720 mm.
- O sistema de embraiagem eletrónica BEC MK-III permite arrancar, mudar de relação e parar sem usar a manete, mantendo controlo manual opcional.
- A Rock 707 chega aos concessionários europeus a partir de meados de setembro, com apresentação na EICMA 2026 em Milão.
A BENDA Rock 707 chega à Europa com uma abordagem pouco convencional ao conceito de cruiser. Ao V2 de 692 cc junta uma suspensão traseira pneumática de duas câmaras com controlo eletrónico e um sistema de embraiagem eletrónica BEC MK-III, duas soluções que procuram tornar mais simples a utilização quotidiana sem abdicar da imagem e da posição de condução associadas a este tipo de moto.
Uma cruiser que se torna mais alta ou mais baixa
A tecnologia que mais imediatamente distingue a Rock 707 está na suspensão traseira. O sistema pneumático de duas câmaras ajusta eletronicamente a altura da moto em função da carga e das condições de utilização, permitindo variar a altura do assento entre 690 e 720 mm. A altura nominal é de 705 mm.
Na prática, a solução permite baixar a traseira quando o piloto está a parar ou precisa de maior facilidade para apoiar o pé no chão, antes de recuperar a altura de circulação. É uma característica particularmente interessante numa cruiser com 235 kg de peso em ordem de marcha, já que a facilidade de chegar ao solo pode fazer uma diferença considerável em manobras lentas, estacionamentos ou pisos inclinados.
A suspensão também adapta o seu funcionamento às condições da estrada, com a BENDA a apresentar o sistema como uma forma de conciliar facilidade de utilização e conforto. A Rock 707 mantém, assim, uma configuração convencional à frente, com uma forquilha invertida, mas aposta numa solução bastante menos habitual na traseira.

V2 de 692 cc e embraiagem eletrónica
No centro da Rock 707 está um motor V2 de 691,6 cc, com distribuição por dois árvores de cames à cabeça e 16 válvulas segundo a ficha técnica europeia. Desenvolvido internamente pela BENDA, o bicilíndrico anuncia 54 kW (73,4 cv) às 9.000 rpm e 68 Nm às 6.500 rpm, procurando combinar uma resposta forte a baixos regimes com uma entrega de potência progressiva na faixa intermédia.
O acelerador eletrónico permite controlar com maior precisão a resposta do motor, enquanto o sistema de gestão eletrónica e a injeção procuram manter uma entrega consistente. A transmissão é feita através de uma caixa de seis velocidades e de uma correia final, solução que contribui para um funcionamento mais silencioso e reduz as necessidades de manutenção face a uma transmissão convencional por corrente.
Mas é na embraiagem que a Rock 707 volta a afastar-se da receita habitual. O BEC MK-III, ou BENDA Electronic Clutch, combina comando eletrónico e atuação mecânica para permitir arrancar, mudar de relação e parar sem utilizar a manete da embraiagem. O sistema mantém, contudo, a possibilidade de controlo manual sempre que o piloto o pretender, tornando a tecnologia uma ajuda e não uma imposição.
A BENDA recorre ainda a um sistema redundante de dois motores no mecanismo eletrónico da embraiagem, enquanto a função slipper ajuda a controlar a transferência de carga em reduções mais rápidas.
Equipamento pensado para viajar
A Rock 707 não fica limitada às soluções destinadas a facilitar a condução a baixa velocidade. O cruise control permite manter uma velocidade selecionada sem necessidade de manter o acelerador acionado, enquanto o equipamento inclui ainda acelerador eletrónico e carregamento USB e USB Type-C.
O painel de instrumentos é composto por um ecrã TFT de 3,6 polegadas, com 800 nits de luminosidade e um ângulo de visão de 120 graus. A apresentação é compacta e procura integrar a tecnologia sem descaracterizar o desenho da moto.
A parte ciclística combina um quadro tubular de aço com um braço oscilante em alumínio. Na frente encontra-se um disco único de 320 mm com pinça radial de quatro pistões, enquanto atrás surge um disco de 260 mm com pinça de dois pistões. O conjunto dispõe de ABS e controlo de tração.
As rodas de 16 polegadas recebem pneus 150/80-16 à frente e 180/65-16 atrás, enquanto a distância entre eixos é de 1.550 mm. O depósito tem capacidade para 16 litros, contribuindo para uma utilização orientada também para viagens mais longas.

Duas motos numa só configuração
Outro detalhe pouco habitual está na zona traseira. A Rock 707 é entregue de série com configuração de dois lugares, mas o banco traseiro pode ser substituído por uma estrutura porta-bagagens, através de um suporte específico em alumínio cromado. A alteração muda não apenas a capacidade de transporte, mas também a aparência da moto, aproximando-a de uma configuração mais minimalista.
A proposta da BENDA é, por isso, bastante clara: manter os elementos fundamentais de uma cruiser — proporções clássicas, motor V2 e transmissão por correia — enquanto introduz soluções eletrónicas destinadas a alterar a forma como a moto é utilizada no dia a dia.
‘A Rock 707 mostra para onde acreditamos que o cruiser pode evoluir. Tem o carácter, as proporções e o motor V2 que fazem de uma cruiser aquilo que é, mas incorpora tecnologia que muda a experiência de formas que os motociclistas não estarão à espera’, explica Constantin Heinemann, Head of Marketing Europe da BENDA Motor Europe GmbH.
Chega à Europa antes da EICMA
A Rock 707 está prevista para chegar aos concessionários BENDA europeus a partir de meados de setembro. A marca prepara também uma apresentação mais ampla da nova geração de produtos na EICMA 2026, em Milão, onde a Rock 707 estará exposta no dia 3 de novembro, no Hall 18, Stand A54. A presença da BENDA no espaço A54 do Hall 18 está igualmente confirmada no catálogo oficial da EICMA.
A gama de cores inclui Knight Black, Sandy Gray, Windy White e Armor Green, embora a disponibilidade possa variar consoante o mercado. A BENDA apresenta assim a Rock 707 como mais do que uma nova cruiser de média cilindrada: é uma demonstração da forma como pretende combinar design tradicional, motor V2 e tecnologia pouco habitual para criar uma experiência de condução diferente.
Ficha técnica
- Motor
- V2 de 691,6 cc, dois árvores de cames, 16 válvulas
- Potencia
- 54 kW (73,4 cv) às 9.000 rpm
- Binario
- 68 Nm às 6.500 rpm
- Transmissao
- Caixa de seis velocidades e correia final
- Suspensao
- Dianteira: forquilha invertida; Traseira: pneumática de duas câmaras (690-720 mm)
- Travagem
- Disco de 320 mm com pinça radial de quatro pistões (frente); disco de 260 mm com pinça de dois pistões (trás); ABS e controlo de tração
- Quadro
- Tubular de aço com braço oscilante em alumínio
- Rodas
- 16 polegadas; 150/80-16 (frente) e 180/65-16 (trás)
- Peso
- 235 kg em ordem de marcha
- Depósito
- 16 litros
Motociclismo · 53 artigos
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