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Uma oferta pela Ducati, 3 posições diferentes
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Uma oferta pela Ducati, 3 posições diferentes

Publicado a 25 de Outubro de 2026, às 19h12  ·  4 min de leitura

Em julho de 2026, a Patritalia afirmou ter apresentado uma oferta por 100% da Ducati, enquanto a Volkswagen dizia não ter decidido uma venda. A Ducati North America declarou desconhecer qualquer proposta, segundo a atualização publicada pela RideApart em 29 de julho.

O essencial

  • Manuel Ros afirmou que a Patritalia pretendia adquirir 100% da Ducati Motor Holding.
  • Em julho, a Volkswagen declarou que ainda não tinha tomado uma decisão sobre uma eventual venda da Ducati.
  • O plano descrito pela Patritalia incluía investimento e entrada em categorias como Moto2, Moto3 e Supermotard.

Uma intenção de compra não equivale a uma venda decidida. A atualização de 29 de julho de 2026 da RideApart relatava a oferta atribuída à Patritalia, mas a Volkswagen dizia não ter decidido vender a Ducati.

A posição do grupo, segundo a Motociclismo apurou, era que não tinha sido tomada qualquer decisão sobre uma eventual venda. Um porta-voz da Volkswagen declarou à publicação “No decision has currently been taken regarding a sale of Ducati.”

Venda da Ducati

Na atualização de julho, um porta-voz de Jason Chinnock, presidente executivo da Ducati North America, transmitiu uma declaração que dizia desconhecer qualquer oferta apresentada ao grupo. A declaração recusava comentar rumores ou especulação de mercado e descrevia a Ducati como uma empresa bem-sucedida, numa posição muito forte.

A mesma declaração destacava a gama moderna e competitiva da marca, os resultados em testes comparativos, a satisfação dos clientes e a fidelidade da comunidade Ducati. Referia ainda os resultados desportivos no MotoGP e no Mundial de Superbike.

Sobre a propriedade da empresa, a declaração explicava que a Volkswagen revia regularmente o seu conjunto de negócios, com maior atenção à atividade automóvel central. A estratégia Group Target Picture incluía avaliar os investimentos e a estrutura de propriedade capaz de criar mais valor a longo prazo para cada empresa.

O que propunha a Patritalia

Manuel Ros, presidente da Patritalia, afirmou à RideApart que a empresa tinha formalizado o interesse e estava preparada para adquirir 100% da Ducati Motor Holding. Segundo Ros, a Volkswagen tinha recebido a oferta, que deveria ter permanecido confidencial.

A proposta, descreveu, incluía a aquisição, investimento no futuro da Ducati e novas oportunidades para a próxima geração de talento italiano. Ros afirmou ainda que conversações a este nível se faziam com os responsáveis máximos pelas decisões.

O plano para a Ducati

Segundo a publicação, a Patritalia tinha sido fundada no ano anterior com o objetivo de recuperar empresas italianas sob propriedade estrangeira. Ros defendia que algumas dessas marcas tinham perdido paixão, originalidade e identidade italiana, uma avaliação sua sobre a gestão por proprietários estrangeiros.

Para a Ducati, Ros dizia ter um plano de expansão com mais investimento e entrada em categorias como Moto2, Moto3 e Supermotard. Pretendia também chegar a um público mais vasto através de novos segmentos.

As reservas sobre a oferta

A RideApart enquadrava a alegada oferta nas dificuldades financeiras da Volkswagen e nas vendas da Bugatti e da divisão de motores marítimos do grupo. Referia ainda planos de redução da gama e a possibilidade de dispensar 1/6 dos trabalhadores.

A publicação assinalava que a Patritalia era a única fonte identificada a confirmar a existência da oferta. O relato inicial assentava numa fonte anónima que não apresentara o documento, e a alegada intervenção da estrutura sindical da Ducati também permanecia por confirmar.

Ros distinguiu a proposta pela Ducati de outra ambição da Patritalia. Embora a Lamborghini integrasse os seus planos estratégicos de longo prazo, a aquisição dessa marca era, nas suas palavras, apenas uma aspiração.

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Perguntas e respostas

O que se sabe da venda da Ducati e da oferta da Patritalia?

Em julho de 2026, a Patritalia afirmou ter apresentado uma oferta por 100% da Ducati. A Volkswagen dizia não ter tomado uma decisão sobre uma eventual venda.

O que pretendia fazer a Patritalia com a Ducati?

Manuel Ros descreveu um plano com mais investimento e entrada em categorias como Moto2, Moto3 e Supermotard. Pretendia também chegar a um público mais vasto através de novos segmentos.

A alegada oferta incluía a Lamborghini?

Ros distinguiu a proposta pela Ducati da ambição de adquirir a Lamborghini. Embora a marca integrasse os planos estratégicos de longo prazo, a aquisição era apenas uma aspiração.

Duarte Chaves

Motociclismo  ·  16 artigos

Recebeu a primeira moto, uma KTM, do avô, quando tinha 19 anos, e ainda a tem. Agora está a descobrir os automóveis. Ainda muito jovem, continua a aperfeiçoar o que sabe sobre este mundo, mas a paixão, essa, já a tem toda. Nos tempos livres gosta de surfar.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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