Toprak Razgatlioglu, piloto da Pramac Racing, expressou a sua luta para se adaptar ao exigente mundo da MotoGP, destacando as dificuldades que enfrenta em comparação com o Mundial de WorldSBK. Durante uma entrevista ao ‘MotoSprint’, o turco partilhou a sua experiência desde que ingressou na categoria rainha do motociclismo, revelando que a sua jornada não tem sido fácil, mas que está a trabalhar arduamente para se impor.
O piloto sublinhou: “É difícil, não é um momento fácil da minha carreira, mas ao mesmo tempo estou muito contente de ter chegado à MotoGP. Al principio não me agradava muito este paddock, mas pouco a pouco estou a habituar-me.” Apesar de ter começado sozinho e sem conhecer quase ninguém, Razgatlioglu elogiou o ambiente familiar da Pramac, onde se sente acolhido. “Tive a sorte de encontrar uma equipa como a Pramac, capaz de fazer-te sentir o calor humano e que por isso é similar a uma família”, acrescentou.
Em relação às diferenças entre as duas competições, Toprak destacou que o paddock da MotoGP é como uma cidade, especialmente pela hospitalidade e a quantidade de meios presentes. “Para mim, é importante trabalhar com pessoas legais. Não toda a gente se sente ‘convencional’ neste mundo, mas estou a fazer bons amigos e isso motiva-me a esforçar-me ainda mais”, afirmou. No que diz respeito à condução, Razgatlioglu notou que os estilos e os pneus são bastante distintos. “As diferenças são numerosas com respeito à Superbike, começando pelo estilo de condução e os pneus, aos quais ainda não me adaptei totalmente”, comentou.
O piloto também se referiu aos desafios que enfrenta com os pneus Michelin, afirmando que, apesar do seu prestígio, ainda lhe é complicado encontrar o limite. “Com os Pirelli sempre te sentes seguro, mas com os Michelin é mais difícil. Estou a aprender pouco a pouco, mas não conduzo como os outros que conhecem o limite e este tipo de pneus desde há anos”, declarou.
Por fim, Razgatlioglu refletiu sobre ser o primeiro piloto turco na MotoGP, reconhecendo o apoio que recebe. Contudo, manifestou a sua insatisfação com os resultados atuais: “Os resultados não são suficientes para mim, pois nos últimos anos fui um piloto vencedor e agora que vejo o meu nome na parte inferior das classificações, não é fácil. Tentei manter a motivação alta, porque o trabalho que estou a fazer será útil para o futuro”, explicou. Ele concluiu que tem visto melhorias nas últimas corridas, como a sua performance em Brno, onde conseguiu ultrapassar um adversário forte. “Agora tenho que melhorar na qualificação porque sempre começo muito atrás. Se entrasse no Top 10, tudo mudaria”, finalizou Razgatlioglu.


