Jack Miller afirmou que não está «amargurado» com o fim da sua passagem pela MotoGP, acrescentando que, se a Yamaha «não consegue ver o meu valor, então tudo bem». O australiano, que se estreou na categoria rainha em 2015, depois de assinar um contrato de três anos com a Honda, já representou várias equipas, incluindo LCR Honda, Marc VDS Honda, Pramac Ducati, a equipa oficial da Ducati, KTM e Pramac Yamaha, tendo conquistado quatro vitórias em Grandes Prémios ao longo da carreira.
A passagem de Miller pela MotoGP aproxima-se agora do fim, uma vez que a Pramac se prepara para o substituir pelo talentoso Izan Guevara, um dos pilotos em destaque na Moto2. Embora vários vencedores de corridas estejam prestes a perder os respetivos lugares na grelha em 2027, Miller garante que não guarda qualquer ressentimento em relação à situação.
«Não, não estou amargurado», afirmou aos meios de comunicação social, incluindo o Crash, no domingo, em Silverstone. «Tive um bom percurso e, se eles [Yamaha] não conseguem ver o meu valor, então tudo bem. Não me importo.»
Miller considera que continua a ter valor para qualquer campeonato em que venha a competir. «Não quero estar num lugar onde não sou desejado, por isso vou seguir em frente e, espero, fazer algo num sítio onde as pessoas queiram que eu esteja.»
Após uma passagem complicada pela KTM, Miller recebeu uma nova oportunidade por parte da Pramac para a temporada de 2025. Uma campanha sólida no ano passado valeu-lhe a renovação do contrato, numa altura em que a Yamaha avançava com o desenvolvimento do seu projeto V4.
O australiano prepara-se agora para uma possível mudança para o Mundial de Superbike em 2027, onde poderá integrar a equipa oficial da Yamaha. «Sinto que ainda tenho muito para dar às corridas», comentou Miller na quinta-feira, durante o Grande Prémio da Grã-Bretanha. «Estou ansioso por ir e fazer algo especial nessa área.»
Miller poderá não ser o único piloto da MotoGP a fazer a transição para o WorldSBK em 2027. Brad Binder deverá juntar-se a Miguel Oliveira na BMW, enquanto Franco Morbidelli é apontado como um forte candidato a formar dupla com Iker Lecuona na Ducati.
Com a Michelin a assumir o fornecimento de pneus na próxima temporada, os pilotos provenientes da MotoGP poderão beneficiar da experiência acumulada com o fabricante francês, o que poderá representar uma vantagem no processo de adaptação ao WorldSBK.


