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A Honda Fireblade SP de 2027 começou pela competição
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A Honda Fireblade SP de 2027 começou pela competição

Publicado a 3 de Novembro de 2026, às 14h22  ·  5 min de leitura

A Honda Fireblade SP de 2027 anuncia 218 cv e recebe quadro revisto, aerodinâmica nova e componentes mais leves.
A Honda revelou as alterações a 2 de novembro, com um desenvolvimento ligado à competição.

O essencial

  • O motor anuncia 218 cv às 14.000 rpm e 114 Nm.
  • A SP pesa 201 kg e utiliza suspensão eletrónica Öhlins.
  • A HRC Works pesa 200 kg e acrescenta ajustes de geometria e suspensão mecânica Öhlins.

A estrada deixou de ser o ponto de partida destas Honda Fireblade.
Segundo a Honda, os engenheiros definiram primeiro as necessidades da competição com a equipa do Campeonato do Mundo de Superbike da Honda Racing Corporation (HRC).
Só depois desenvolveram os modelos de produção de 2027.

As CBR1000RR-R Fireblade SP e HRC Works Edition partilham o novo quadro e as alterações ao motor, segundo a Motociclismo apurou.
A marca anuncia 201 kg para a SP e 200 kg para a HRC Works, com suspensões e possibilidades de afinação distintas.

Honda Fireblade com 218 cv

Na imagem, o Honda CBR1000RR-R Fireblade SP, numa fotografia oficial da Honda.
Na imagem, o Honda CBR1000RR-R Fireblade SP, numa fotografia oficial da Honda.

O tetracilíndrico em linha debita 218 cv (160 kW) às 14.000 rpm e 114 Nm, segundo a Honda.
Os novos funis de admissão variáveis em 2 fases reforçam a potência nos regimes intermédios, sem comprometer o rendimento em alta.
O acelerador eletrónico de 2 motores controla a aceleração e o travão-motor.

A distribuição foi revista, com mais possibilidades de ajuste dos carretos das árvores de cames e uma taxa de compressão superior.
Tampas em magnésio, fixações em alumínio e cárteres mais leves reduzem o peso.
A 1.ª velocidade fica 5% mais longa, o espaçamento entre veios permite outras relações de transmissão e a ponteira de escape Akrapovič em titânio mantém-se de série.

Quadro e geometria revistos

Segundo a Honda, o quadro de alumínio fundido tem paredes de apenas 2 mm e menos 20% de rigidez lateral.
O apoio inferior do amortecedor passa para o motor, cuja fixação dianteira é agora aparafusada.
O braço oscilante perde 200 g e 12% de rigidez lateral, mantendo a rigidez à torção.

A distância entre eixos cresce 5 mm, para 1.450 mm, e a distribuição de peso passa a colocar 53,3% na dianteira.
A cambota sobe 5,2 mm e o assento fica a 847 mm nas 2 versões.
As novas jantes de 7 raios e a corrente 520 reduzem massas, mantendo-se os pneus 120/70-ZR17 e 200/55-ZR17.

A SP afina eletronicamente

A SP recebe forquilha Öhlins NPX de 43 mm e monoamortecedor TTX36, ambos com controlo eletrónico S-EC3.0.
A interface de afinação permite ajustes independentes e memoriza 3 configurações.
Um guia no ecrã recomenda a pré-carga em função do peso do condutor.

As pinças Brembo Hypure substituem as Stylema e trabalham com discos dianteiros mais leves de 330 mm e uma nova bomba Brembo.
O sistema antibloqueio de travagem (ABS) em curva oferece os modos Standard, Track e Race, este último sem intervenção na roda traseira.
Uma unidade de medição de inércia de 6 eixos gere as ajudas eletrónicas e o amortecedor de direção de 3 níveis.

HRC Works permite ir além

A HRC Works acrescenta ajustes da coluna de direção e do ponto de articulação do braço oscilante, suspensão mecânica Öhlins e pinças Brembo Hypure Sport.
Segundo a Honda, recebe configuração monolugar, alhetas de duplo elemento, guarda-lamas dianteiro e condutas traseiras em polímero reforçado com fibra de carbono.
O mecanismo de mudanças HRC com ponto-morto abaixo da 1.ª é opcional.

Na SP, as carenagens dispensam as anteriores alhetas salientes, mantendo a força descendente e melhorando a proteção aerodinâmica, afirma a Honda.
O depósito de titânio fica exposto, desaparece a cobertura plástica e a iluminação é revista.
Ambas oferecem 3 modos de condução, ajustes de potência e travão-motor, controlo de cavalinhos e de tração, além de controlo de arranque, ecrã de 5 polegadas e chave inteligente.

Uma história desde 1992

A Fireblade nasceu em 1992 e foi profundamente reformulada em 2020, com tecnologia inspirada na RC213V-S e aerodinâmica derivada do MotoGP.
Seguiram-se melhorias em 2022 e revisões extensas do motor e da caixa em 2024.
Para 2027, a Honda anuncia a SP em vermelho Ignition ou preto metalizado mate Ballistic, enquanto a HRC Works fica exclusivamente com o vermelho Ignition.

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Perguntas e respostas

Porque é que as Honda Fireblade SP e HRC Works nascem primeiro para competir?

Os engenheiros definiram primeiro as necessidades da competição com a equipa do Campeonato do Mundo de Superbike da HRC.
Só depois desenvolveram os modelos de produção de 2027.

Qual é a potência das Fireblade SP e HRC Works de 2027?

O tetracilíndrico em linha debita 218 cv (160 kW) às 14.000 rpm.
O binário máximo é de 114 Nm, segundo a Honda.

O que distingue a suspensão da SP e da HRC Works?

A SP recebe forquilha Öhlins NPX de 43 mm e monoamortecedor TTX36, ambos com controlo eletrónico S-EC3.0.
A HRC Works utiliza suspensão mecânica Öhlins e acrescenta ajustes da coluna de direção e do ponto de articulação do braço oscilante.

Gustavo Santos

Motociclismo  ·  24 artigos

Diz que a sua maior paixão ainda é o ténis. Mas escreve como poucos, e estuda como poucos o mercado das motos e dos automóveis: descobriu que tem mais do que um amor. Nos tempos livres tenta sair um bocadinho do mundo das motos e dos automóveis e voltar ao ténis. Mas já lá vai poucas vezes.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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