A Honda voltou a afirmar a sua supremacia nas míticas 8 Horas de Suzuka, alcançando a quinta vitória consecutiva nesta icónica prova de resistência, mesmo sem poder contar com Johann Zarco, referência habitual da formação nipónica. A vitória coube à Honda HRC com o número #30, pilotada por Takumi Takahashi e Jonathan Rea, que dominaram sob condições meteorológicas adversas e num final de corrida neutralizado pelo safety car, assegurando o triunfo com uma vantagem de 1:34.280 sobre a Yamaha oficial #21 de Katsuyuki Nakasuaga e Jack Miller, enquanto o terceiro lugar ficou para a BMW #37 de Markus Reiterberger e Steven Odendaal.
A corrida de 2026, disputada no lendário traçado japonês de Suzuka, ficou marcada por chuva intensa, múltiplos incidentes e uma luta estratégica constante entre as principais equipas do Campeonato do Mundo de Resistência (EWC). O duo da Honda HRC cumpriu 188 voltas em 7:54:19.425, demonstrando consistência e controlo perante a pressão de adversários directos, especialmente da Yamaha #21, que terminou em segundo lugar com o tempo de 7:55:53.705. A BMW Motorrad World Endurance Team conquistou o primeiro pódio de sempre para a marca alemã nesta prova, completando as mesmas 188 voltas em 7:56:03.512. O top-5 ficou completo com o YART Yamaha Official EWC Team (#1) e o AutoRace Ube Racing Team (#76), ambos também a uma volta do líder.
A ausência de Zarco, forçada pelas lesões sofridas num acidente em Barcelona, obrigou a Honda a recorrer ao experiente Somkiat Chantra como substituto. Contudo, a equipa optou por não o utilizar durante a corrida, confiando integralmente em Takahashi e Rea. Chantra, ainda assim, subiu ao pódio com a equipa. Este triunfo permitiu a Takumi Takahashi alcançar a sua oitava vitória nas 8 Horas de Suzuka — um recorde absoluto na história da prova e a quinta consecutiva para a Honda, consolidando o domínio da marca do “ala dourada” nesta clássica do motociclismo de resistência.
A corrida ganhou contornos dramáticos nos últimos 30 minutos, quando as condições de chuva obrigaram à entrada do safety car. A Yamaha, que seguia na perseguição à Honda e ainda sonhava com a vitória, viu as suas hipóteses esfumarem-se ao ser integrada no grupo do segundo safety car, perdendo assim contacto directo com os líderes. A prova terminou sob regime de safety car, selando a vitória da Honda HRC.
No final da corrida, Takumi Takahashi mostrou-se visivelmente emocionado com o feito: “Ganhar aqui, em Suzuka, pela oitava vez, é algo que nunca imaginei possível. Foi uma corrida muito difícil devido à chuva, mas a estratégia da equipa e o trabalho conjunto com o Jonathan [Rea] foram decisivos.” Jonathan Rea, por seu lado, sublinhou o desafio das condições: “A pista esteve traiçoeira, mas mantivemos a concentração e conseguimos gerir a vantagem. A Honda está de parabéns por todo o esforço e dedicação.” O director desportivo da Honda HRC, numa reacção após o pódio, destacou a importância deste resultado: “A vitória de hoje reflecte a experiência e resiliência dos nossos pilotos. Mesmo sem o Zarco, a equipa mostrou que está preparada para qualquer adversidade.”
Do lado da Yamaha, Jack Miller lamentou a oportunidade perdida: “Estávamos a aproximar-nos da Honda antes do safety car, mas infelizmente a interrupção prejudicou a nossa estratégia. Saímos daqui motivados para voltar ainda mais fortes.” Markus Reiterberger, da BMW, celebrou o pódio histórico: “É um grande dia para a BMW e para os construtores europeus. Este resultado dá-nos confiança para o resto do campeonato.”
Com este triunfo, a Honda reforça a liderança nas contas do campeonato EWC, destacando-se como principal favorita à conquista do título. A vitória consecutiva consolida ainda mais a rivalidade com a Yamaha, que apesar do bom desempenho, vê a diferença pontual alargar-se. A BMW, com o seu primeiro pódio, coloca-se agora como potencial outsider para as rondas finais.
Segue-se agora a ronda de Bol d’Or, onde a luta pelo campeonato promete aquecer ainda mais. A Honda chega embalada por mais uma vitória em Suzuka, enquanto Yamaha e BMW procuram inverter a tendência e ameaçar a hegemonia nipónica.

