Em 9 anos, a Ducati Panigale V4 ganhou só 4 cv e muito mais controlo
A Ducati Panigale V4 passou de 214 cv em 2018 para 218 cv na versão de 2027, um ganho de apenas 4 cv em 9 anos.
A evolução que explica a diferença está sobretudo na eletrónica, na aerodinâmica e na forma de aproveitar a potência.
O essencial
- A primeira geração manteve a distribuição desmodrómica e adotou um motor V4 a 90°.
- A versão de 2025 substituiu o monobraço e introduziu o Ducati Vehicle Observer.
- A Ducati anuncia uma melhoria média de 0,4 segundos por volta em Vallelunga para a versão de 2027 face ao modelo anterior.
A Ducati Panigale V4 mudou muito mais do que os números de potência sugerem.
Segundo a GPOne, entre 2018 e 2027, a versão de 1.103 cc ganhou apenas 4 cv, passando de 214 para 218 cv.
A evolução passou sobretudo pela entrega de potência, travagem, aerodinâmica e gestão da aderência, segundo a Motociclismo apurou.
A V4 R segue um caminho próprio, com 998 cc para a homologação no Mundial de Superbike.
Panigale V4 rompe com o passado
Em setembro de 2017, Casey Stoner surgiu em Valência aos comandos da futura V4 S, antes da apresentação marcada para 5 de novembro.
O campeão de MotoGP de 2007 colaborava no desenvolvimento com Michele Pirro e Alessandro Valia.
A chegada ao mercado, em 2018, trocou o bicilíndrico em L pelo Desmosedici Stradale de 1.103 cc, segundo a GPOne.
O motor manteve a distribuição desmodrómica e adotou 4 cilindros em V a 90°, cambota contra-rotativa e ordem de ignição Twin Pulse.
Debitou 214 cv às 13.000 rpm, ou 226 cv com escape de competição Akrapovič e configuração própria.
As asas chegam à estrada
A primeira geração juntava quadro Front Frame, plataforma inercial de 6 eixos, controlo de tração sensível à inclinação e controlos de cavalinhos e de deslizamento.
Tinha ainda controlo do travão-motor, sistema antibloqueio de travagem (ABS) em curva e quickshifter bidirecional.
A V4 S acrescentava suspensão Öhlins com ajuste eletrónico.
Em 2019, a V4 R trouxe 998 cc, 221 cv na configuração de estrada e apêndices aerodinâmicos.
A GPOne explica que estes aumentavam a carga dianteira, limitavam os cavalinhos e melhoravam a estabilidade e a aceleração.
Em 2020, a V4 e a V4 S receberam essa evolução, carenagens mais protetoras e afinações revistas, mantendo 214 cv.
Mais controlo, menos rigidez

Para 2022, a potência subiu para 215,5 cv às 13.000 rpm.
A Ducati reviu as relações de caixa, sobretudo nas mudanças mais baixas, introduziu 4 modos de potência e aperfeiçoou a suspensão eletrónica e a aerodinâmica, segundo a GPOne.
A versão de 2025, apresentada em 2024, abandonou o monobraço pelo Hollow Symmetrical Swingarm.
A GPOne aponta reduções de rigidez lateral de 37% no braço oscilante e 40% no Front Frame, para melhorar a aderência e a facilidade de condução.
O motor chegou aos 216 cv às 13.500 rpm, acompanhado por apêndices integrados, pinças Brembo Hypure e travagem combinada Race eCBS.
A eletrónica passa a estimar

A versão de 2025 estreou também o Ducati Vehicle Observer, desenvolvido com conhecimentos da Ducati Corse.
Segundo a Ducati, citada pela GPOne, o algoritmo simula informação de mais de 70 sensores virtuais e estima grandezas que os sensores tradicionais não medem diretamente.
Essa informação permite maior precisão nos controlos de tração, cavalinhos e arranque.
Na Panigale V4 de 2027, apresentada em 15 de outubro de 2026, chegam o Dynamic Engine Brake, adaptado à aderência traseira, e o Race Brake Control, para aproveitar melhor a travagem traseira.
Os décimos contam mais

A versão de 2027 alcança 218 cv às 13.500 rpm, com admissão, escape e lubrificação otimizados, segundo a GPOne.
O limitador sobe às 15.000 rpm da 2.ª à 5.ª velocidade e a transmissão final fica mais longa.
A Ducati anuncia uma melhoria média de 0,4 segundos por volta em Vallelunga face ao modelo anterior.
O quadro perde mais 12% de rigidez lateral, com aerodinâmica revista e entrada de ar maior.
A V4 S recebe avanços ajustáveis para pista, cruise control e assistência ao arranque em subida.
Os títulos da V4 R
A GPOne recorda as 11 vitórias consecutivas de Bautista na estreia de 2019, antes de Rea conquistar o título.
Bautista foi campeão em 2022 e 2023, somando 27 vitórias nesta última época.
Bulega, campeão de Supersport em 2023 e vice-campeão de Superbike em 2024 e 2025, conquistou o título de 2026 em Cremona, com 2 rondas por disputar.
Tornou-se o 1.º italiano campeão de Superbike com Ducati, numa época em que a V4 R venceu as primeiras 30 corridas e garantiu o 5.º título consecutivo de construtores, segundo a GPOne.
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Perguntas e respostas
Como a Ducati Panigale V4 mudou com apenas mais 4 cv?
A evolução passou sobretudo pela entrega de potência, travagem, aerodinâmica e gestão da aderência.
Entre 2018 e 2027, a versão de 1.103 cc passou de 214 para 218 cv.
Quando abandonou a Panigale V4 o monobraço?
A versão de 2025, apresentada em 2024, abandonou o monobraço pelo Hollow Symmetrical Swingarm.
A GPOne aponta reduções de rigidez lateral de 37% no braço oscilante e 40% no Front Frame.
O que faz o Ducati Vehicle Observer?
O algoritmo simula informação de mais de 70 sensores virtuais, estimando grandezas que os sensores tradicionais não medem diretamente.
Essa informação permite maior precisão nos controlos de tração, cavalinhos e arranque.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://mediahouse.ducati.com/my27-panigale-v4/?country=it&lang=oci
Ficha técnica
- Cilindrada
- 1.103 cc
- Potencia
- 218 cv às 13.500 rpm
- Potencia (2018)
- 214 cv às 13.000 rpm
- Distribucao
- Desmodrómica
- Configuracao motora
- V4 a 90°
- Transmissao final
- Mais longa em 2027
- Limitador de velocidade
- 15.000 rpm da 2.ª à 5.ª velocidade
- Travagem
- Pinças Brembo Hypure, Race Brake Control
- Suspensao
- Öhlins com ajuste eletrónico
Motociclismo · 481 artigos
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