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Quais são os pontos fortes e fracos da Ducati DesertX?
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Quais são os pontos fortes e fracos da Ducati DesertX?

Publicado a 26 de Outubro de 2026, às 21h18  ·  5 min de leitura

A Ducati DesertX de 2026 combina um bicilíndrico de 890 cc com uma suspensão que convence em estrada e fora dela.
Nos primeiros ensaios, o equilíbrio destaca-se, mas a caixa, o quickshifter e a manutenção deixam reservas.

O essencial

  • A Ducati anuncia cerca de 112 cv e 92 Nm para o bicilíndrico de 890 cc.
  • O peso indicado é de 209 kg sem combustível, com depósito de 18 litros.
  • A caixa mostrou aspereza nas primeiras relações e o quickshifter teve um funcionamento irregular em estrada.

A suspensão é o melhor argumento da Ducati DesertX de 2026.
Nos primeiros ensaios, absorve regos, pedras e areia sem perder firmeza em estrada, enquanto a distribuição do peso transmite confiança.
A caixa e o quickshifter merecem uma avaliação menos favorável.

A transformação vai além da aparência familiar e, segundo a Motociclismo apurou, inclui motor, quadro monocoque e suspensão revistos.
O conceito surgiu em 2019, inicialmente ligado à família Scrambler, mas a produção arrancou em 2022 com o Testastretta de 937 cc da Multistrada 950.

Ducati DesertX entre dois pisos

A suspensão KYB é totalmente regulável, com forquilha invertida de 46 mm e monoamortecedor com afinação remota da pré-carga.
Atrás, o sistema «full-floater» permite comprimir o amortecedor pelas 2 extremidades.
O resultado convence nos 2 pisos, embora quem já a conduziu considere o peso excessivo para uma utilização exclusivamente fora de estrada.

A Ducati indica 209 kg sem combustível, depósito de 18 litros e altura ao solo de 250 mm.
Os pneus Pirelli Scorpion Rally STR assentam em jantes de 21 polegadas à frente e 18 atrás.
A travagem Brembo combina discos dianteiros de 305 mm, pinças radiais de 4 êmbolos e um disco traseiro de 265 mm.

Motor com voz própria

O V2 de 890 cc, refrigerado por líquido, anuncia cerca de 112 cv às 9.000 rpm e 92 Nm às 7.000 rpm.
Segundo a Ducati, 70% do binário está disponível às 3.000 rpm.
Este motor também equipa as Multistrada V2, Streetfighter V2, Panigale V2 e Monster.

Nos primeiros contactos, o som e a resposta do bicilíndrico merecem elogios, embora o motor liberte bastante calor e não goste de trabalhar frio.
Acima de cerca de 137 km/h, a aceleração perde vivacidade.
Os 6 modos de condução são Sport, Touring, Urban, Wet, Enduro e Rally.

A transmissão divide opiniões

Na unidade nova experimentada, a caixa de 6 velocidades mostrou-se áspera, sobretudo nas 3 primeiras relações, com dificuldades ocasionais em encontrar ponto morto.
O relato admite que esse comportamento possa melhorar com a utilização.
A embraiagem é leve, mas exige espaço para o curso completo da manete, dificultando a utilização com apenas 2 dedos.
O quickshifter funciona bem em terra, embora não dispense tanta intervenção como a E-Clutch da Honda Transalp 750.

Em estrada, o quickshifter revelou um funcionamento irregular e houve episódios em que o motor foi abaixo.
A equipa Ducati apontou como possível causa um toque involuntário da bota no seletor.
Depois de desligar o sistema, esses episódios não se repetiram durante o restante contacto.

Conforto e eletrónica

O assento estreito tem 880 mm de altura, com acessórios que permitem variar entre 840 e 900 mm.
Apesar da firmeza, mostrou-se confortável durante 1 dia de condução, e o ecrã fixo protege eficazmente do vento.
Os comandos parecem demasiado concentrados, sobretudo o dos piscas.

A qualidade de construção também convence, com depósito de plástico e carenagens resistentes.
No grupo que participou no ensaio, ocorreram 3 quedas, com danos que puderam ser resolvidos no local, permitindo continuar a condução.
O equipamento inclui iluminação LED, amortecedor de direção, cruise control e ecrã TFT de 5 polegadas.
O relato refere a possibilidade de navegação através da aplicação Ducati Link, mas essa função não foi experimentada.

A eletrónica oferece 8 níveis de controlo de tração, 5 de ABS em curva, 4 de potência e 4 de controlo de cavalinhos.
Há ainda 3 níveis de travão-motor e possibilidade de desligar o quickshifter.
Tanta escolha foi considerada excessiva nos primeiros contactos.

Manutenção com um obstáculo

A Ducati recomenda mudanças de óleo a cada cerca de 14.500 km e verificação das válvulas a cada cerca de 45.000 km.
O filtro de ar sai após retirar 3 parafusos, o eixo traseiro aceita uma chave de caixa sextavada comum e uma ligação desmontável entre quadro e subquadro destina-se a facilitar a verificação das válvulas.

O filtro de óleo exige mais trabalho, alojado num cartucho do lado esquerdo do motor, atrás de uma tampa com 2 parafusos.
O alojamento fica recuado no motor.
O relato refere tutoriais de outros modelos V2 que recomendam proteger a parte inferior da moto para evitar derrames de óleo durante a substituição.

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Perguntas e respostas

A Ducati DesertX de 2026 convence na suspensão, mas menos na caixa?

A suspensão absorve regos, pedras e areia sem perder firmeza em estrada, enquanto a distribuição do peso transmite confiança.
A caixa mostrou-se áspera e o quickshifter revelou um funcionamento irregular em estrada.

Qual é a altura do assento da Ducati DesertX?

O assento estreito tem 880 mm de altura.
Os acessórios permitem variar entre 840 e 900 mm.

Quais são os intervalos de manutenção indicados?

A Ducati recomenda mudanças de óleo a cada cerca de 14.500 km.
A verificação das válvulas está prevista a cada cerca de 45.000 km.

Ficha técnica

Motor
Bicilíndrico V2 de 890 cc, refrigerado por líquido
Potencia
112 cv às 9.000 rpm
Binario
92 Nm às 7.000 rpm
Transmissao
Caixa de 6 velocidades com quickshifter
Suspensao
KYB com forquilha invertida de 46 mm e monoamortecedor
Travagem
Brembo com discos de 305 mm à frente e 265 mm atrás
Rodas
Pneus Pirelli Scorpion Rally STR em jantes de 21 e 18 polegadas
Peso
209 kg sem combustível
Autonomia
Depósito de 18 litros

Helena Assis

Motociclismo  ·  22 artigos

Gosta de motos e de automóveis, e gosta ainda mais de perceber o negócio que os põe na estrada. Vai atrás da notícia que está por trás da notícia: a estratégia das marcas, os patrocínios, as decisões que raramente chegam aos títulos. Nos tempos livres não dispensa uma boa caminhada, para largar o stress dos estudos.

Colaboradora do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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