Tardozzi pede reflexão sobre 22 Sprints e 44 corridas
Davide Tardozzi considera excessivas as 22 Sprint do MotoGP e pede que o calendário seja reavaliado no fim da época.
O responsável da Ducati fez o pedido no domingo de Phillip Island, alertando para o risco de uma lesão comprometer um campeonato.
O essencial
- Tardozzi pede uma reflexão sobre o calendário no final da temporada.
- Segundo o dirigente, as lesões e as ausências na grelha aumentaram com as Sprints.
- O responsável da Ducati afirma que Márquez pediu um plano de segurança para o Qatar.
Para Davide Tardozzi, as 44 corridas do MotoGP estão a exigir demasiado aos pilotos. O responsável da Ducati pediu uma reflexão sobre o calendário, em declarações à Sky reproduzidas pela Moto.it.
A Motociclismo apurou que a preocupação central de Tardozzi é a integridade física dos pilotos, perante tantas corridas e sequências de 3 provas. O dirigente falou no domingo de Phillip Island, depois da queda de Jorge Martín na Sprint australiana, e alertou que uma lesão pode comprometer um campeonato.
Davide Tardozzi pede reflexão
Tardozzi considera necessário discutir o formato do campeonato no final da temporada. “Secondo me questa cosa delle 22 Sprint è un po’ borderline”, afirmou o responsável da equipa Ducati, considerando que o número de Sprints está perto do limite.
Segundo Tardozzi, desde a introdução das Sprints, sobretudo nos últimos 3 anos, aumentaram as lesões e as ausências na grelha. Reconhece o esforço dos organizadores para atrair público e oferecer um espetáculo televisivo com Sprints, qualificações e corridas, mas entende que a saúde dos pilotos também deve ser tida em conta.
À competição juntam-se as ações de marketing e o tempo dedicado aos espectadores nos circuitos, lembrou o dirigente. Sobre Martín, Tardozzi mostrou-se satisfeito com a possibilidade de o piloto estar em Sepang.
Márquez pediu garantias
O responsável da Ducati também defendeu Marc Márquez das críticas relacionadas com o GP do Qatar e as preocupações dos pilotos com a segurança. Na sua versão, o espanhol deu voz a pedidos partilhados por colegas que expressam opiniões mais duras fora das reuniões, mas ficam calados perante os organizadores.
Tardozzi descreveu Márquez como o piloto mais carismático e aquele que teve coragem para falar em nome dos restantes. Disse ainda sentir-se incomodado com a responsabilização do espanhol, como se fosse ele quem não queria ir ao Qatar.
Segundo o dirigente, Márquez procurou uma solução de compromisso e pediu um plano de segurança a nível organizativo, tal como outros pilotos. O pedido incluía garantias de resposta em caso de emergência. Tardozzi reconheceu que há situações que podem levar a considerar preferível não ir, mas afirmou que Márquez aceita correr se essas garantias existirem.
As equipas têm de participar
Tardozzi defendeu ainda que as decisões devem envolver as equipas, porque são elas que têm contrato com o organizador. Os pilotos, explicou, são remunerados pelas equipas e têm uma relação de trabalho com elas. Por isso, considera legítimo ouvi-los, mas sustenta que o organizador deve depois tratar das decisões com as equipas.
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Perguntas e respostas
Tardozzi questiona 22 Sprint e defende Márquez no Qatar?
Tardozzi considera que as 44 corridas estão a exigir demasiado aos pilotos e alerta para o risco de lesões.
Sobre o Qatar, afirma que Márquez pediu garantias de segurança e aceita correr se essas garantias existirem.
Quando quer Tardozzi discutir o calendário do MotoGP?
Tardozzi considera necessário discutir o formato do campeonato no final da temporada. Segundo o dirigente, desde a introdução das Sprints aumentaram as lesões e as ausências na grelha.
Porque devem as equipas participar nas decisões?
Segundo Tardozzi, são as equipas que têm contrato com o organizador. O dirigente considera legítimo ouvir os pilotos, mas sustenta que o organizador deve depois tratar das decisões com as equipas.
Motociclismo · 20 artigos
Não segue um campeonato só. Salta das Superbike para os ralis e da IndyCar para o motocross, à procura do que liga as motos e os automóveis: os pilotos que mudam de disciplina, a tecnologia partilhada, as tendências que atravessam todo o desporto motorizado. Os fins de semana passa-os, basicamente, em frente à televisão.
Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.
