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Para voltar a ganhar no MXGP, a Yamaha fecha o MX2 oficial

Publicado a 15 de Outubro de 2026, às 10h45  ·  4 min de leitura

A Yamaha sai do MX2 com efeito imediato e passa o programa de MXGP de 2027 para o controlo direto da Yamaha Motor Europe, que o vai gerir a partir de Itália. A decisão acaba com a longa parceria com a equipa Kemea, a mesma que deu a Maxime Renaux o título mundial de 2021.

O essencial

  • A Yamaha acaba com efeito imediato o programa oficial de MX2 e põe fim à parceria com a equipa Kemea.
  • A partir de 2027, a Yamaha Motor Europe gere diretamente a equipa de MXGP, a partir do centro de I&D de Gerno di Lesmo, em Itália.
  • A reestruturação chega também aos programas do Europeu de Motocross, no EMX250 e no EMX125.

A Yamaha acaba de pôr fim à parceria que fez de Maxime Renaux campeão do mundo. Para 2027, a marca reformula a operação no Mundial de Motocross, fecha já o programa oficial de MX2 e entrega o MXGP ao controlo direto da Yamaha Motor Europe, segundo o Motorcycle.com. Termina assim a longa ligação do construtor japonês à equipa Kemea.

Porque a Yamaha sai do MX2

A equipa Monster Energy Yamaha Factory MX2 de 2026, a dos irmãos Reišulis, na sessão fotográfica oficial da Yamaha.
A equipa Monster Energy Yamaha Factory MX2 de 2026, a dos irmãos Reišulis, na sessão fotográfica oficial da Yamaha.

“A Yamaha tem uma história de que se orgulha nos Grandes Prémios de Motocross”, disse Andrea Dosoli, responsável pela Divisão de Motorsport da Yamaha Motor Europe. “Na procura da nossa ambição de voltar ao lugar mais alto do pódio na classe principal, estamos a reorientar os nossos recursos para a temporada de 2027.”

Na prática, e segundo a Motociclismo apurou, a Yamaha Motor Europe passa a ter o controlo direto da gestão diária da equipa de MXGP, incluindo o desenvolvimento técnico.

Tudo concentrado em Itália

A operação fica centralizada no novo centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) de Motorsport da Yamaha, construído de raiz em Gerno di Lesmo, em Itália. É o principal centro de I&D da marca na Europa, e é lá que a Yamaha desenvolve também os programas de MotoGP, do Mundial de Superbike e de Rally Raid.

Acaba um programa campeão

As motos oficiais de MX2 da Yamaha na temporada de 2026, numa fotografia oficial da marca. Não são as motos do título de 2021.
As motos oficiais de MX2 da Yamaha na temporada de 2026, numa fotografia oficial da marca. Não são as motos do título de 2021.

O MX2 que agora fecha deu muito à marca. A operação oficial da Yamaha na categoria, dirigida por Hans Corvers e pela equipa Kemea, deu a Maxime Renaux o título mundial de 2021 e valeu à marca 4 títulos de construtores.

O Europeu também muda

A reestruturação chega ainda aos programas da Yamaha no Europeu de Motocross, no EMX250 e no EMX125. No EMX250, os êxitos vieram pela Hutten Metaal Team, dirigida por Wim Hutten, que deu títulos a Thibault Benistant, Rick Elzinga e Andrea Bonacorsi. O próprio Renaux formou-se no programa de EMX125.

“Gostaria de expressar a minha sincera gratidão a Hans Corvers e à equipa Kemea pelo seu contributo para as conquistas da Yamaha no MXGP e no MX2”, disse Dosoli. “Gostaria também de agradecer a Wim Hutten e à Hutten Metaal Team pelo seu empenho inabalável e pelo seu profissionalismo. A sua dedicação teve um papel determinante no sucesso da Yamaha, especialmente no EMX250.”

Quem corre em 2027?

A equipa Monster Energy Yamaha Factory MXGP de 2026, a de Tim Gajser e Maxime Renaux, na sessão fotográfica oficial da Yamaha. Os pilotos de 2027 ainda não foram anunciados.
A equipa Monster Energy Yamaha Factory MXGP de 2026, a de Tim Gajser e Maxime Renaux, na sessão fotográfica oficial da Yamaha. Os pilotos de 2027 ainda não foram anunciados.

Em 2026, a equipa de MXGP da Yamaha teve Tim Gajser, 5 vezes campeão do mundo, que terminou o campeonato em 3.º, e Renaux, que acabou em 8.º. No MX2 correram os irmãos letões Jānis Reišulis, 6.º, e Kārlis Reišulis, 7.º.

Quem vai dirigir a nova equipa de MXGP e quem a vai levar à pista, a Yamaha só o revela mais tarde, quando apresentar o resto da estrutura.

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Perguntas e respostas

Porque é que a Yamaha acabou com a equipa oficial de MX2?

Segundo Andrea Dosoli, responsável pela Divisão de Motorsport da Yamaha Motor Europe, a marca está a reorientar os recursos para a temporada de 2027. O objetivo é voltar ao lugar mais alto do pódio na classe principal, o MXGP.

Quem vai gerir a equipa de MXGP da Yamaha em 2027?

A Yamaha Motor Europe passa a ter o controlo direto da gestão diária da equipa, incluindo o desenvolvimento técnico. A operação fica centralizada no centro de I&D de Motorsport da Yamaha em Gerno di Lesmo, em Itália.

Quem correu pela Yamaha no MXGP em 2026?

A equipa de MXGP da Yamaha teve Tim Gajser, 5 vezes campeão do mundo, que terminou em 3.º, e Maxime Renaux, que acabou em 8.º. No MX2 correram os irmãos Jānis Reišulis, 6.º, e Kārlis Reišulis, 7.º.

Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.yamaha-racing.com/series/motocross/mxgp/

Rafaela Mendes

Motociclismo  ·  8 artigos

Testes, motores, quilómetros e mais testes. Num mundo de homens, gosta de sobressair, e percebe de motos e de automóveis como poucos. O tempo livre passa-o com os amigos, entre a praia e os acampamentos. É assim que se define: jovem, mas já com conhecimento.

Colaboradora do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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