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Uma moto para viajar a dois, com 257 km/h de velocidade máxima!
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Uma moto para viajar a dois, com 257 km/h de velocidade máxima!

Publicado a 27 de Outubro de 2026, às 14h17  ·  5 min de leitura

A Sprint GT 1050 da Triumph, lançada em 2010, foi adaptada ao turismo com um braço oscilante mais comprido e um subquadro de aço. A bagagem pode chegar aos 117 litros, e o motor tricilíndrico debita cerca de 130 cv.

O essencial

  • O motor tricilíndrico de 1.050 cc debita cerca de 130 cv e 108 Nm.
  • A última relação é 7% mais longa do que na Sprint ST.
  • O amortecimento traseiro demasiado suave mereceu críticas nos primeiros ensaios.

Levar passageiro e bagagem obrigou a mexer em mais do que as malas da Triumph Sprint GT 1050. Lançada em 2010, a GT recebeu alterações face à Sprint ST, incluindo um braço oscilante mais comprido e um subquadro de aço. Estas mudanças fizeram parte da adaptação ao turismo. A moto revelou estabilidade mesmo carregada, sem perder agilidade na direção.

A capacidade de bagagem pode chegar aos 117 litros com malas laterais e top case. A transformação incluiu um assento mais baixo, uma zona mais larga e confortável para o passageiro, pegas integradas nos suportes da top case e novas posições dos poisa-pés.

Sprint GT 1050 em viagem

A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.
A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.

Quem já a conduziu destaca o conforto para condutor e passageiro. O guiador evita os extremos entre uma posição muito direita e outra demasiado desportiva.

O depósito leva 20 litros e a Triumph anunciava cerca de 322 km entre abastecimentos. O consumo médio indicado é de cerca de 5,9 l/100 km.

O motor tricilíndrico de 1.050 cc tem refrigeração líquida, 12 válvulas e dupla árvore de cames à cabeça. A ficha técnica indica cerca de 130 cv, 108 Nm de binário e uma velocidade máxima próxima dos 257 km/h. A caixa tem 6 velocidades e a transmissão final é por corrente.

Mais tranquila em cruzeiro

A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.
A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.

Face à ST, o regime de binário máximo anunciado desceu 1.200 rpm, para as 6.300 rpm. A última relação, segundo a Motociclismo apurou, ficou 7% mais longa. Nos primeiros ensaios, estas alterações traduziram-se numa condução descontraída em velocidade de cruzeiro. As novas afinações da injeção e da ignição também facilitaram a resposta com a moto carregada.

O escape lateral trouxe um ganho anunciado de cerca de 5 cv, pouco percetível na condução. O quadro é de dupla trave em alumínio e o braço oscilante é monobraço, também em alumínio. O assento fica a 815 mm do solo e o peso indicado é de 268 kg.

A suspensão pede atenção

A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.
A Triumph Sprint GT 1050, numa fotografia oficial da Triumph.

A forquilha recebeu um amortecimento mais firme para lidar com o peso adicional, mas a traseira mereceu críticas nos primeiros ensaios. Com um condutor pesado, o amortecimento demasiado suave prejudicava a postura da moto. Aumentar a pré-carga através do comando manual melhorava bastante o comportamento.

À frente, a suspensão permite regular a pré-carga; atrás, também a extensão. A travagem combina 2 discos dianteiros de 320 mm e pinças de 4 pistões com um disco traseiro de 255 mm e pinça de 2 pistões. O sistema antibloqueio de travagem (ABS) foi elogiado pela intervenção discreta, sem atuações prematuras em piso húmido.

Malas práticas, instrumentos confusos

Nos primeiros ensaios, as malas laterais destacaram-se pela impermeabilidade, fechadura e facilidade de remoção. O velocímetro analógico, deslocado para a esquerda e com demasiados números, dificultava a leitura rápida. A GT não tem modos de condução nem controlo de tração.

Os 32 proprietários que avaliaram o modelo atribuíram-lhe uma média global de 4,6 em 5, com o motor a chegar aos 4,8. Os relatos divergem sobre o conforto e as malas, com críticas ao peso destas e, nalguns casos, aos assentos. Também há referências ao peso da moto nas manobras lentas e em curvas muito apertadas.

O que verificar numa usada

Entre os testemunhos individuais surgem arranques difíceis com o motor muito quente, substituição do amortecedor traseiro, corrosão de fixações e avarias no regulador. São problemas relatados por proprietários concretos, não uma descrição de todas as Sprint GT.

Neil refere uma bateria que falhou sem aviso, uma vedação do escape deteriorada e uma avaria no interruptor dos punhos aquecidos. Alan relata a falha da roda livre e do motor de arranque aos 60.000 km.

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Perguntas e respostas

Triumph Sprint GT 1050 usada, o que muda face à ST?

A GT recebeu um braço oscilante mais comprido, um subquadro de aço e alterações para melhorar o conforto do passageiro. A última relação ficou 7% mais longa e o regime de binário máximo desceu para as 6.300 rpm.

Que capacidade de bagagem tem a Triumph Sprint GT 1050?

A capacidade pode chegar aos 117 litros com malas laterais e top case. Nos primeiros ensaios, as malas destacaram-se pela impermeabilidade, fechadura e facilidade de remoção.

O que verificar numa Triumph Sprint GT 1050 usada?

Entre os testemunhos individuais surgem arranques difíceis com o motor muito quente, substituição do amortecedor traseiro, corrosão de fixações e avarias no regulador. São problemas relatados por proprietários concretos, não uma descrição de todas as Sprint GT.

Ficha técnica

Motor
Tricilíndrico de 1.050 cc com refrigeração líquida
Potencia
Cerca de 130 cv
Binario
108 Nm
Velocidade maxima
Próxima dos 257 km/h
Transmissao
Caixa de 6 velocidades, corrente
Consumo
Cerca de 5,9 l/100 km
Autonomia
Cerca de 322 km entre abastecimentos
Peso
268 kg
Assento
815 mm do solo
Capacidade bagagem
Até 117 litros com malas laterais e top case

Guilherme Portela

Motociclismo  ·  17 artigos

Não segue um campeonato só. Salta das Superbike para os ralis e da IndyCar para o motocross, à procura do que liga as motos e os automóveis: os pilotos que mudam de disciplina, a tecnologia partilhada, as tendências que atravessam todo o desporto motorizado. Os fins de semana passa-os, basicamente, em frente à televisão.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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