A Kawasaki Z900RS SE ganha conforto, não potência face à base
A Kawasaki Z900RS SE de 2026 mantém o motor de 948 cc, mas recebe acelerador eletrónico, quickshifter e cruise control. Nos primeiros ensaios, o conforto da suspensão e o tato dos travões surgem como os principais argumentos da versão.
O essencial
- A SE acrescenta amortecedor Öhlins S46, pinças dianteiras Brembo M4.32 e tomada USB-C.
- O motor de 948 cc e a eletrónica são comuns à SE e à versão base.
- O acelerador eletrónico melhora a resposta a baixa velocidade, e o quickshifter funciona acima das 1.500 rpm.
A diferença da Kawasaki Z900RS SE sente-se mais nas irregularidades do asfalto do que nas acelerações. Nos primeiros ensaios, o amortecedor Öhlins e os travões Brembo destacam-se pelo conforto e pelo tato, sem tornar a condução exigente.
O motor, a eletrónica e os cerca de 216 kg em ordem de marcha são comuns à SE e à versão base, segundo a Motociclismo apurou. A atualização de 2026, a maior desde a estreia em 2018, abrange também a Cafe.
Kawasaki Z900RS SE na estrada

O Öhlins S46 oferece 30 posições de afinação da extensão e um comando remoto da pré-carga, ajustável sem ferramentas. A forquilha invertida KYB de 41 mm, totalmente regulável, recebeu uma afinação específica para acompanhar o amortecedor.
O conjunto absorve piso degradado sem oscilações excessivas, tanto na cidade como em curvas com irregularidades. As pinças radiais Brembo M4.32 trabalham com discos de 300 mm, bomba radial Nissin de menor diâmetro e tubos de malha de aço.
A manete tem uma resposta firme e progressiva, sem uma atuação inicial brusca. Atrás, o disco de 250 mm com pinça de 1 pistão facilita o controlo a baixa velocidade.
O quadro tubular de aço usa o motor como elemento estrutural e integra um braço oscilante de alumínio. A SE entra nas curvas com facilidade e mantém a trajetória, embora privilegie movimentos suaves face à maior agilidade da Z900.
Os Dunlop Sportmax GPR-300 revelaram-se adequados a esse comportamento, apesar das reservas iniciais de quem já a conduziu.
Motor mais fácil de dosear

O tetracilíndrico de 948 cc recebe novas árvores de cames e pistões fundidos mais leves. A taxa de compressão sobe de 10,8 para 11,8, enquanto a massa do volante de inércia diminui cerca de 10%.
Os corpos de admissão de 36 mm trabalham com uma caixa de ar redesenhada. A Kawasaki anuncia cerca de 117 cv (86 kW) às 9.300 rpm e 99 Nm às 7.700 rpm.
A entrega é progressiva e ganha força com a rotação, sem uma entrada de potência repentina. O acelerador eletrónico resolve a resposta brusca a baixa velocidade das anteriores Z900RS, facilitando os arranques e a circulação urbana.
A caixa de 6 velocidades tem relações mais próximas, e a cremalheira passa a 43 dentes. O quickshifter bidirecional funciona acima das 1.500 rpm, com passagens suaves e apoio da embraiagem deslizante nas reduções mais agressivas.
O escape integralmente em aço inoxidável tem uma ponteira de escape em megafone cerca de 70 mm mais comprida e um catalisador adicional. O som torna-se mais grave, sem volume excessivo.
Eletrónica sem modos de potência

Uma unidade de medição de inércia de 6 eixos permite adaptar a travagem antibloqueio e o controlo de tração à inclinação. Existem 2 níveis de controlo de tração, desligável, mas não há modos de potência.
A intervenção revelou-se discreta em piso frio, húmido ou com pouca aderência. O cruise control estreia-se em 2026, com comandos no lado esquerdo do guiador.
A instrumentação mantém mostradores redondos e um pequeno ecrã digital, que apresenta a mudança engrenada, combustível, autonomia, consumo e temperaturas. A aplicação Rideology permite ligação ao telemóvel, com navegação e comandos de voz por subscrição, embora o ecrã limite a informação apresentada.
Conforto e diferenças de preço
A posição é direita, o guiador largo e o assento confortável, a cerca de 820 mm do solo, contra 810 mm na versão base. Existem assentos opcionais mais alto e mais baixo.
O depósito leva cerca de 17 litros, e a Kawasaki atribui melhorias de consumo à admissão e ao escape revistos. Persistem algumas vibrações em velocidade de cruzeiro e a exposição ao vento própria de uma moto sem carenagem.
A interface dos comandos exige habituação. A tomada USB-C da SE fica numa caixa visualmente pouco discreta junto ao espelho direito.
A pintura Fireball remete para a Z1 de 1972, com preto, grafismos laranja e jantes douradas. Nos Estados Unidos, a SE custa cerca de 13 030 euros, contra 11 510 euros da base.
A diferença compra sobretudo o conforto do Öhlins e a precisão dos Brembo.
Leia também
- Kawasaki Ninja ZX-6R 636 fez história em Cremona no Mundial de Supersport: Conheça a base
- Kawasaki Z900RS 2027: três versões e preço em Portugal por anunciar
- Kawasaki Z900RS 2027 combina o visual da Z1 com tecnologia moderna e a SE acrescenta Öhlins e Brembo
Perguntas e respostas
A Kawasaki Z900RS SE ganha no conforto e no tato dos travões?
O conjunto de suspensão absorve piso degradado sem oscilações excessivas, tanto na cidade como em curvas com irregularidades. A manete de travão tem uma resposta firme e progressiva, sem uma atuação inicial brusca.
A Kawasaki Z900RS SE tem mais potência do que a versão base?
O motor, a eletrónica e os cerca de 216 kg em ordem de marcha são comuns à SE e à versão base. A Kawasaki anuncia cerca de 117 cv (86 kW) às 9.300 rpm e 99 Nm às 7.700 rpm.
A Kawasaki Z900RS SE tem modos de potência?
Existem 2 níveis de controlo de tração, desligável, mas não há modos de potência. Uma unidade de medição de inércia de 6 eixos permite adaptar a travagem antibloqueio e o controlo de tração à inclinação.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://kma.kawasaki-global.com/en-au/motorcycle/z/retro-sport/z900rs/2026-z900rs-se
Ficha técnica
- Motor
- Tetracilíndrico 4 tempos
- Cilindrada
- 948 cc
- Potencia
- 117 cv (86 kW) às 9.300 rpm
- Binario
- 99 Nm às 7.700 rpm
- Transmissao
- Caixa de 6 velocidades, quickshifter bidirecional
- Travagem
- Discos 300 mm dianteiro, 250 mm traseiro; pinças Brembo M4.32 dianteira
- Suspensao
- Amortecedor Öhlins S46; forquilha invertida KYB 41 mm
- Quadro
- Tubular de aço com braço oscilante de alumínio
- Rodas
- Dunlop Sportmax GPR-300
- Peso
- Cerca de 216 kg em ordem de marcha
- Preco
- Cerca de 13.030 euros (Estados Unidos)
Motociclismo · 469 artigos
O que é esta assinatura. Os artigos assinados pela Redação são escritos pelos colaboradores do Motociclismo, com a redação permanente, e são revistos e confirmados por Vítor Sousa, diretor-executivo, antes de serem publicados.
