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Em 34 anos, a Honda Fireblade passou de 124 a 218 cv
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Em 34 anos, a Honda Fireblade passou de 124 a 218 cv

Publicado a 2 de Novembro de 2026, às 09h51  ·  5 min de leitura

A Honda Fireblade nasceu em 1992 com 124 cv e chegou aos 218 cv na geração de 2020.
Em 34 anos, a família passou da leveza da CBR900RR para uma CBR1000RR-R desenvolvida com os circuitos como prioridade.

O essencial

  • A CBR900RR de 1992 tinha 893 cc, 124 cv e 185 kg a seco.
  • A designação CBR1000RR surgiu em 2004, com 172 cv na versão europeia.
  • A CBR1000RR-R Fireblade está à venda em Portugal a partir de 23 475 euros.

A primeira Fireblade tinha a cilindrada de uma 900 e o peso a seco de uma 600.
Segundo a Webike, numa retrospetiva baseada em documentação Honda, a CBR900RR de 1992 combinava 893 cc, 124 cv e 185 kg a seco.
Era o mesmo patamar de peso da CBR600F.

O projeto começou numa 750 cc destinada a superar a RVF750 nas 8 Horas de Suzuka.
Sob a direção de Tadao Baba, o curso aumentou 9,4 mm, preservando a compacidade.
Segundo a Motociclismo apurou nesta retrospetiva, essa combinação concretizava a filosofia «Total Control», centrada no prazer de controlar a moto.

Honda Fireblade ganha cilindrada

A primeira geração tinha quadro de alumínio, jante dianteira de 16 polegadas e forquilha convencional de 45 mm.
Em 1994 chegaram os faróis «Tiger Eye», a afinação da compressão da forquilha e peças em alumínio e magnésio.

A cronologia da Webike regista 918 cc, 128 cv e 183 kg a seco em 1996, com alterações ao quadro, depósito e carburadores.
Em 1998, mais de 80% das peças foram redesenhadas.
A potência subiu para 130 cv e o peso a seco desceu para 180 kg, com alterações destinadas a melhorar a estabilidade.

Injeção e despedida da 900

Em 2000, a Honda renovou o motor, adotou injeção eletrónica e passou para 929 cc e 152 cv.
A jante dianteira cresceu para 17 polegadas, o escape recebeu titânio e o quadro mudou a sustentação do braço oscilante.
O peso a seco caiu para 170 kg.

Em 2002 surgiram 954 cc, 151 cv e 168 kg a seco, com pistões mais leves e novo braço oscilante.
Foi a última CBR900RR e a última desenvolvida sob a liderança de Baba.
Segundo a Webike, chamou-se CBR954RR no Japão e na América do Norte, com a versão japonesa limitada a 91 cv.

A competição ganha espaço

A CBR1000RR de 2004 trouxe 998 cc e 172 cv na versão europeia, aproximando-se da competição com soluções inspiradas na RC211V.
Tinha injeção com 2 injetores por cilindro, suspensão traseira Unit Pro-Link, escape sob o assento e amortecedor de direção eletrónico.

Em 2006, a Honda reforçou o binário nos baixos e médios regimes, reviu os travões e alterou a geometria.
James Toseland conquistou o Mundial de Superbike com a Fireblade em 2007, recorda a Webike.

Menos massa, mais eletrónica

A renovação de 2008 trouxe 999 cc, 178 cv, embraiagem assistida e deslizante e escape curto para concentrar massas.
Em 2009 surgiu a versão com sistema antibloqueio de travagem combinado, ou ABS.
Em 2010, a inércia do conjunto da cambota aumentou 6,87%, para suavizar as variações de binário.

Em 2012 chegaram novas suspensões, injeção revista e instrumentação digital com indicador de velocidade engrenada e cronómetro.
A SP de 2014 acrescentou suspensões Öhlins, pinças dianteiras Brembo e configuração monolugar, com 180 cv na ficha citada pela Webike.

SP, SP2 e RR-R

Em 2017, os 192 cv acompanharam acelerador eletrónico, unidade de medição inercial, ABS em curva e controlo de tração com 9 níveis.
A SP recebeu suspensão eletrónica Öhlins e depósito de titânio; a SP2 acrescentou componentes internos específicos e jantes Marchesini.
Em 2018, a Honda afinou o controlo de tração e o acelerador.

A CBR1000RR-R de 2020 passou para 218 cv, com aletas aerodinâmicas e tecnologia da RC213V, sob direção de Yuzuru Ishikawa.
A SP incluía quickshifter, suspensão eletrónica Öhlins e travões dianteiros Brembo.
Em 2022, houve alterações à admissão, escape e transmissão final, além da SP 30th Anniversary.

O capítulo de 2024

A Honda CBR1000RR-R Fireblade de 2024, numa segunda fotografia oficial.
A Honda CBR1000RR-R Fireblade de 2024, numa segunda fotografia oficial.

Segundo a Webike, a versão de 2024 manteve 999 cc e 218 cv, e estreou nas motos Honda um acelerador eletrónico com 2 motores.
Recebeu alterações ao motor, quadro e aerodinâmica; a SP passou a sugerir a pré-carga conforme o peso do condutor.
A CBR1000RR-R Fireblade já está à venda em Portugal, a partir de 23 475 euros, segundo os dados nacionais da marca fornecidos à redação.

Nos testes de Jerez de 22 e 23 de outubro, a HRC levou uma moto camuflada com grandes aletas e carenagem traseira de estrutura dupla.
A Webike aponta uma possível nova Fireblade no salão de Milão, que abre a 3 de novembro.
O anúncio divulgado pela HRC em 31 de outubro indicava 2 de novembro e a expressão «Nascida para competir».
A HRC ainda não revelou o nome nem a cilindrada da moto do teaser.

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Perguntas e respostas

Como evoluiu a Honda Fireblade em 34 anos, dos 124 aos 218 cv?

A CBR900RR de 1992 combinava 893 cc e 124 cv.
A CBR1000RR de 2004 trouxe 998 cc e 172 cv na versão europeia, enquanto a CBR1000RR-R de 2020 passou para 218 cv.

Quanto custa a Honda CBR1000RR-R Fireblade em Portugal?

A CBR1000RR-R Fireblade já está à venda em Portugal, a partir de 23 475 euros, segundo os dados nacionais da marca fornecidos à redação.

Ficha técnica

Motor
4 cilindros em linha, gasolina
Cilindrada
999 cc (versão 2024)
Potencia
218 cv (versão 2020 em diante)
Quadro
Alumínio
Rodas
Jante dianteira 17 polegadas
Peso
170 kg a seco (versão 2000)
Preco
A partir de 23 475 euros em Portugal

Redação

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