A Panigale V2 SP leva equipamento de pista ao Mundial
A Panigale V2 SP estreia-se com 120 cv como modelo de homologação para a moto que disputará o Mundial de Supersport em 2027.
As suspensões Öhlins, as jantes forjadas e a embraiagem a seco aproximam esta edição da competição.
O essencial
- A Panigale V2 SP serve de modelo de homologação para o Mundial de Supersport a partir de 2027.
- O motor V2 de 120 cv acompanha suspensões Öhlins, jantes forjadas e embraiagem a seco.
- As Panigale V4 SP e Streetfighter V4 SP são séries numeradas com jantes de carbono.
Na Ducati Panigale V2 SP, as letras voltam a ter uma missão de competição.
No comunicado datado de Milão, 3 de novembro, a Panigale V2 SP integra os 5 novos modelos anunciados pela Ducati para o EICMA 2026, juntamente com a Diavel V4, DesertX Rally, Panigale V4 SP e Streetfighter V4 SP.
A Panigale V2 SP será, segundo a Motociclismo apurou, o modelo de homologação da moto destinada ao Mundial de Supersport a partir de 2027.
A marca recupera assim o significado original de SP, uma moto de produção que valida soluções técnicas para competir.
Panigale V2 SP para circuito

Desenvolvida sobre a V2 S, beneficia da experiência da Lenovo V2 Future Champs Academy.
Segundo a Ducati, o motor V2 de 120 cv, com distribuição variável, acompanha suspensões Öhlins, um braço oscilante mais longo e jantes forjadas mais leves.
A embraiagem a seco permite utilizar o Ducati Corse Performance Oil.
A marca aponta ainda alterações e eletrónica orientadas para melhorar agilidade, tração e controlo, fazendo desta a versão mais especializada da família V2.
As V4 também recebem SP

A Panigale V4 SP é uma série numerada baseada na V4 de 2027, com soluções provenientes do Mundial de Superbike e do MotoGP.
O Desmosedici Stradale de 218 cv recebe a caixa Ducati Racing Gearbox com Neutral Lock, acompanhada por embraiagem a seco STM EVO-SBK e jantes de carbono.
As suspensões Öhlins Smart EC 3.0 juntam-se a uma bieleta traseira regulável derivada da V4 R.
Segundo a Ducati, os alerões maiores aumentam a carga aerodinâmica, enquanto os Corner Sidepods melhoram a passagem em curva.
A Streetfighter V4 SP, também numerada, combina 214 cv com decoração «Winter Test», jantes de carbono, embraiagem STM EVO-SBK, transmissão final de competição e poisa-pés maquinados reguláveis.
Recebe ainda suspensões eletrónicas Öhlins e bomba de travão Brembo MCS com regulação remota.
Diavel recupera a versão S

A Diavel, cuja história começou em 2010, adota entradas de ar e traços da V4 RS, traseira monolugar redesenhada e novas jantes.
O V4 Granturismo mantém 168 cv, com controlo eletrónico revisto para suavizar a resposta e quickshifter Ducati Quick Shift 2.0.
O ecrã de 6,9 polegadas inclui navegação curva a curva e modos de visualização derivados da Panigale V4.
A versão S regressa pela primeira vez com motor V4, trazendo suspensões semiativas Öhlins SmartEC-3, bateria de iões de lítio e punhos aquecidos.
Segundo a marca, a Diavel passa também a integrar o programa Ducati Factory Made, com personalização instalada em fábrica e mais opções na S.
DesertX Rally muda de base
A DesertX Rally de 2027 recebe o V2 de 890 cc, com 110 cv e 92 Nm, quadro monocoque específico e suspensão traseira Full Floater.
A Ducati associa esta plataforma à experiência acumulada em desenvolvimento e competição.
A forquilha KYB de cartucho fechado tem tubos de 48 mm e tratamentos Kashima e DLC.
Atrás há um amortecedor totalmente regulável, complementado por amortecedor de direção Öhlins ajustável.
As jantes raiadas sem câmara Takasago Excel medem 21 e 18 polegadas, com 36 raios atrás e canais mais estreitos.
Decorações e centenário no salão
A Hypermotard 698 Mono RVE renova a decoração Graffiti e recebe escapes Termignoni homologados nos mercados onde estão disponíveis.
A Hypermotard V2 recupera a versão RVE, enquanto surgem a XDiavel V4 Black Edition, a Multistrada V2 Sport e a Scrambler Full Throttle Heritage, em verde e bronze inspirados nos anos 70.
A Ducati antecipa ainda a enduro Desmo250 EDS.
O salão permite ver a Monster Dark, as Multistrada V4 Grand Tour e Pikes Peak e a Panigale V4 de 2027.
A gama está no pavilhão 5, stand O82.
Na entrada sul, a exposição do centenário reúne motos e motores históricos, incluindo a Superleggera V4 Centenario Tricolore e a «Collezione 100», até ao fim do EICMA.
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Perguntas e respostas
A Ducati Panigale V2 SP nasce para o Mundial de Supersport?
A Panigale V2 SP será o modelo de homologação da moto destinada ao Mundial de Supersport a partir de 2027.
A marca recupera assim o significado original de SP, uma moto de produção que valida soluções técnicas para competir.
Que equipamento distingue a Panigale V2 SP?
O motor V2 de 120 cv, com distribuição variável, acompanha suspensões Öhlins, um braço oscilante mais longo e jantes forjadas mais leves.
A embraiagem a seco permite utilizar o Ducati Corse Performance Oil.
Ficha técnica
- Motor
- V2
- Cilindrada
- Não especificada no artigo
- Potencia
- 120 cv
- Distribuição
- Variável
- Embraiagem
- Seco
- Suspensao
- Öhlins
- Jantes
- Forjadas
- Braço oscilante
- Mais longo
Motociclismo · 27 artigos
Não segue um campeonato só. Salta das Superbike para os ralis e da IndyCar para o motocross, à procura do que liga as motos e os automóveis: os pilotos que mudam de disciplina, a tecnologia partilhada, as tendências que atravessam todo o desporto motorizado. Os fins de semana passa-os, basicamente, em frente à televisão.
Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.
