Ducati garante seis motos em pista com VR46 e Gresini até 2029 em MotoGP

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A confirmação do acordo entre a Ducati e as equipas VR46 e Gresini garante que o construtor de Bolonha manterá seis motos na grelha de MotoGP, um número máximo permitido pelo novo regulamento, assegurando assim a sua posição estratégica na principal categoria do motociclismo mundial. Após a renovação do compromisso multianual de Gresini, foi agora a vez da equipa de Valentino Rossi, a Pertamina Enduro VR46 Racing Team, oficializar a continuidade da parceria com a Ducati para as próximas três temporadas, consolidando uma aliança já anteriormente estabelecida mas que necessitava de ratificação.

Assim, a Ducati alinhará em 2027 com duas motos oficiais de fábrica – para Marc Márquez e Pedro Acosta – e mais quatro protótipos DesmosediciGP de 850cc distribuídos pelas boxes de Gresini e VR46. Joan Mir e Daniel Holgado defenderão as cores da Gresini, enquanto Fermín Aldeguer será um dos representantes da VR46, aguardando-se apenas a confirmação do segundo piloto, com Nicolò Bulega a surgir como o favorito, especialmente depois do domínio demonstrado este ano no WorldSBK com a equipa oficial de Bolonha.

Com a entrada em vigor do novo regulamento técnico em 2027, todas as seis Ducati iniciarão a época com especificações idênticas: um protótipo de 850cc, mais leve, menos dependente da aerodinâmica, sem dispositivos de regulação de altura e equipado com pneus Pirelli. Apesar disso, manter-se-á a distinção entre motos oficiais e satélite; as primeiras receberão todas as evoluções técnicas ao longo da época, enquanto as segundas terão acesso a menos atualizações, refletindo-se também no custo dos protótipos.

O impacto desta renovação é significativo para o equilíbrio de forças no campeonato. A Ducati, que perdeu a colaboração com a Pramac – equipa que chegou a conquistar o título mundial com Jorge Martín em 2024 – vê-se agora limitada a seis motos devido à nova regulamentação implementada pelos promotores do campeonato. Esta limitação surge após o aumento de competitividade da Aprilia, que agora conta com a forte equipa satélite Trackhouse, reforçando a luta pelo domínio do MotoGP e obrigando a Ducati a garantir estabilidade e continuidade junto dos seus atuais parceiros.

Nas palavras de Davide Tardozzi, diretor desportivo da Ducati, após o anúncio do acordo com a VR46: “Estamos muito satisfeitos por continuar esta colaboração, que nos permite desenvolver a moto em diferentes contextos e com pilotos de enorme talento. Acreditamos que esta estrutura nos manterá competitivos face à crescente ameaça das restantes marcas.” Já Valentino Rossi, proprietário da VR46, destacou: “A confiança da Ducati é uma motivação extra. Queremos continuar a crescer e a lutar por pódios e vitórias, agora com ainda mais responsabilidade e ambição.”

Joan Mir, que terá estatuto de piloto oficial com a sua DesmosediciGP de fábrica mesmo estando sob contrato com a Gresini, comentou após a confirmação: “Ter acesso às evoluções da equipa oficial é crucial para poder lutar de igual para igual. Sinto-me motivado e preparado para este desafio.” Também Fermín Aldeguer, que fará parte da VR46 com estatuto de oficial, sublinhou: “Esta oportunidade é o culminar de muito trabalho. Mal posso esperar por começar a desenvolver a nova moto de 850cc.”

O futuro imediato do campeonato fica, assim, marcado por um mercado de transferências particularmente dinâmico e por uma redefinição clara da estratégia das fábricas. Com a limitação a seis motos por construtor a partir de 2028, a pressão aumenta para cada lugar disponível nas equipas satélite e de fábrica. O próximo Grande Prémio, a disputar-se em Silverstone, poderá já trazer novidades quanto à confirmação do segundo piloto da VR46 e à resposta da concorrência, nomeadamente da Aprilia e da Yamaha, à manobra de antecipação da Ducati.

Num cenário de rivalidade crescente e com mudanças regulamentares à porta, a Ducati aposta tudo na estabilidade e no talento das suas equipas parceiras para defender o trono do MotoGP. Resta saber se a aposta será suficiente face à ameaça das restantes marcas e ao talento emergente no pelotão.

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