Uma moto para viajar a dois, com 257 km/h de velocidade máxima!
A Sprint GT 1050 da Triumph, lançada em 2010, foi adaptada ao turismo com um braço oscilante mais comprido e um subquadro de aço. A bagagem pode chegar aos 117 litros, e o motor tricilíndrico debita cerca de 130 cv.
O essencial
- O motor tricilíndrico de 1.050 cc debita cerca de 130 cv e 108 Nm.
- A última relação é 7% mais longa do que na Sprint ST.
- O amortecimento traseiro demasiado suave mereceu críticas nos primeiros ensaios.
Levar passageiro e bagagem obrigou a mexer em mais do que as malas da Triumph Sprint GT 1050. Lançada em 2010, a GT recebeu alterações face à Sprint ST, incluindo um braço oscilante mais comprido e um subquadro de aço. Estas mudanças fizeram parte da adaptação ao turismo. A moto revelou estabilidade mesmo carregada, sem perder agilidade na direção.
A capacidade de bagagem pode chegar aos 117 litros com malas laterais e top case. A transformação incluiu um assento mais baixo, uma zona mais larga e confortável para o passageiro, pegas integradas nos suportes da top case e novas posições dos poisa-pés.
Sprint GT 1050 em viagem

Quem já a conduziu destaca o conforto para condutor e passageiro. O guiador evita os extremos entre uma posição muito direita e outra demasiado desportiva.
O depósito leva 20 litros e a Triumph anunciava cerca de 322 km entre abastecimentos. O consumo médio indicado é de cerca de 5,9 l/100 km.
O motor tricilíndrico de 1.050 cc tem refrigeração líquida, 12 válvulas e dupla árvore de cames à cabeça. A ficha técnica indica cerca de 130 cv, 108 Nm de binário e uma velocidade máxima próxima dos 257 km/h. A caixa tem 6 velocidades e a transmissão final é por corrente.
Mais tranquila em cruzeiro

Face à ST, o regime de binário máximo anunciado desceu 1.200 rpm, para as 6.300 rpm. A última relação, segundo a Motociclismo apurou, ficou 7% mais longa. Nos primeiros ensaios, estas alterações traduziram-se numa condução descontraída em velocidade de cruzeiro. As novas afinações da injeção e da ignição também facilitaram a resposta com a moto carregada.
O escape lateral trouxe um ganho anunciado de cerca de 5 cv, pouco percetível na condução. O quadro é de dupla trave em alumínio e o braço oscilante é monobraço, também em alumínio. O assento fica a 815 mm do solo e o peso indicado é de 268 kg.
A suspensão pede atenção

A forquilha recebeu um amortecimento mais firme para lidar com o peso adicional, mas a traseira mereceu críticas nos primeiros ensaios. Com um condutor pesado, o amortecimento demasiado suave prejudicava a postura da moto. Aumentar a pré-carga através do comando manual melhorava bastante o comportamento.
À frente, a suspensão permite regular a pré-carga; atrás, também a extensão. A travagem combina 2 discos dianteiros de 320 mm e pinças de 4 pistões com um disco traseiro de 255 mm e pinça de 2 pistões. O sistema antibloqueio de travagem (ABS) foi elogiado pela intervenção discreta, sem atuações prematuras em piso húmido.
Malas práticas, instrumentos confusos
Nos primeiros ensaios, as malas laterais destacaram-se pela impermeabilidade, fechadura e facilidade de remoção. O velocímetro analógico, deslocado para a esquerda e com demasiados números, dificultava a leitura rápida. A GT não tem modos de condução nem controlo de tração.
Os 32 proprietários que avaliaram o modelo atribuíram-lhe uma média global de 4,6 em 5, com o motor a chegar aos 4,8. Os relatos divergem sobre o conforto e as malas, com críticas ao peso destas e, nalguns casos, aos assentos. Também há referências ao peso da moto nas manobras lentas e em curvas muito apertadas.
O que verificar numa usada
Entre os testemunhos individuais surgem arranques difíceis com o motor muito quente, substituição do amortecedor traseiro, corrosão de fixações e avarias no regulador. São problemas relatados por proprietários concretos, não uma descrição de todas as Sprint GT.
Neil refere uma bateria que falhou sem aviso, uma vedação do escape deteriorada e uma avaria no interruptor dos punhos aquecidos. Alan relata a falha da roda livre e do motor de arranque aos 60.000 km.
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Perguntas e respostas
Triumph Sprint GT 1050 usada, o que muda face à ST?
A GT recebeu um braço oscilante mais comprido, um subquadro de aço e alterações para melhorar o conforto do passageiro. A última relação ficou 7% mais longa e o regime de binário máximo desceu para as 6.300 rpm.
Que capacidade de bagagem tem a Triumph Sprint GT 1050?
A capacidade pode chegar aos 117 litros com malas laterais e top case. Nos primeiros ensaios, as malas destacaram-se pela impermeabilidade, fechadura e facilidade de remoção.
O que verificar numa Triumph Sprint GT 1050 usada?
Entre os testemunhos individuais surgem arranques difíceis com o motor muito quente, substituição do amortecedor traseiro, corrosão de fixações e avarias no regulador. São problemas relatados por proprietários concretos, não uma descrição de todas as Sprint GT.
Ficha técnica
- Motor
- Tricilíndrico de 1.050 cc com refrigeração líquida
- Potencia
- Cerca de 130 cv
- Binario
- 108 Nm
- Velocidade maxima
- Próxima dos 257 km/h
- Transmissao
- Caixa de 6 velocidades, corrente
- Consumo
- Cerca de 5,9 l/100 km
- Autonomia
- Cerca de 322 km entre abastecimentos
- Peso
- 268 kg
- Assento
- 815 mm do solo
- Capacidade bagagem
- Até 117 litros com malas laterais e top case
Motociclismo · 17 artigos
Não segue um campeonato só. Salta das Superbike para os ralis e da IndyCar para o motocross, à procura do que liga as motos e os automóveis: os pilotos que mudam de disciplina, a tecnologia partilhada, as tendências que atravessam todo o desporto motorizado. Os fins de semana passa-os, basicamente, em frente à televisão.
Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.
