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O que distinguia a Suzuki GSX750S Katana de 1984?

Publicado a 16 de Outubro de 2026, às 11h17  ·  4 min de leitura

A Suzuki GSX750S de 1984 tinha farol retrátil e motor de 77 cv. A terceira geração foi desenvolvida para o Japão e também teve produção para exportação.

O essencial

  • O farol tinha acionamento elétrico e um comando manual de recurso.
  • O motor de 747 cc debitava 77 cv às 9.000 rpm.
  • A geometria e as suspensões foram adaptadas a uma utilização mais turística.

O farol da Katana de 1984 só mostrava a cara quando era ligado.
Segundo a RIDE HI, a terceira geração da Suzuki GSX750S combinava esse mecanismo com linhas em cunha e uma orientação mais turística.

A GSX750S Katana de 1984, segundo a Motociclismo apurou, nasceu de um projeto interno da Suzuki, baseado na GSX750E de 1983.
Não era um desenho de Hans Muth, embora desse continuidade à família que o seu trabalho tornara conhecida.

Suzuki GSX750S com farol escondido

O farol rodava eletricamente para fora do alojamento quando o condutor acionava o interruptor da iluminação.
A RIDE HI explica que, em caso de avaria, existia um comando manual no interior da carenagem.

A RIDE HI descreve esta solução como um conceito de vida curta.
A reportagem recorda os modelos de 1984 a 1986, inicialmente apresentados num branco de tom creme, ao qual se juntou o prateado em 1985.

Uma Katana para o Japão

A história começara em 1981, com a GSX1100S Katana, mas o Japão não permitia então a venda de motos acima dos 750 cc.
Segundo a RIDE HI, a versão japonesa de 1982 recebeu um motor reduzido para essa cilindrada, um guiador largo e elevado e perdeu o ecrã.
O guiador de avanços e o ecrã também esbarravam nas restrições locais.

Em 1983, a GSX750S2 ganhou alguma potência e uma roda de 16 polegadas, sem conseguir afirmar-se, na avaliação da RIDE HI.
Nesse mesmo ano surgiu a GSX750E, de código GR72A, com um motor concebido especificamente para os 750 cc e um conjunto mais leve e compacto.
Foi essa base que a Suzuki escolheu para a Katana S3.

Motor mais leve, 77 cv

O motor tinha 747 cc, com diâmetro e curso de 67 × 53 mm, e câmaras de combustão TSCC, com 4 válvulas por cilindro e formas destinadas a criar turbulência.
De acordo com a RIDE HI, debitava 77 cv às 9.000 rpm e cerca de 62,8 Nm às 7.500 rpm.

A redução de 50 mm no comprimento do cárter, as engrenagens de menor diâmetro e as 2 árvores de cames ocas ajudaram a reduzir o peso do motor.
Este passou de 93 para 80 kg, enquanto a Katana ficou nos 212 kg a seco.

Mais turismo na ciclística

A S3 aproveitava a estrutura do quadro, com tubos inferiores de secção quadrangular e tubos redondos na parte superior, e usava um braço oscilante de alumínio.
Segundo a RIDE HI, tinha suspensões mais suaves e uma distância entre eixos de 1.510 mm.

Apesar da base comum com a GSX750E, o ângulo da coluna de direção passou de 27° para 29°15′ e o avanço aumentou de 90 para 112 mm.
A forquilha acrescentava ao sistema antiafundamento na travagem um mecanismo denominado PDF, que aumentava progressivamente o amortecimento quando subia a velocidade de compressão.

À sombra da original

A RIDE HI atribui às alterações um comportamento mais tranquilo em curva e maior conforto em viagem, além de uma aparência diferente.
Embora concebida para o Japão, a S3 também teve produção para exportação e recebeu elogios no estrangeiro pelo comportamento.

No mercado japonês, porém, a imagem da Katana original manteve esta geração numa posição secundária, apesar das qualidades turísticas que a RIDE HI lhe reconhece.
Produzida em poucas unidades, a Katana de farol retrátil continua a despertar interesse no mercado de usados, segundo a RIDE HI.

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Perguntas e respostas

Qual é a história do farol retrátil da Suzuki GSX750S Katana?

O farol rodava eletricamente para fora do alojamento quando o condutor acionava o interruptor da iluminação. Em caso de avaria, existia um comando manual no interior da carenagem.

Quem desenhou a Katana de 1984?

A GSX750S Katana de 1984 nasceu de um projeto interno da Suzuki, baseado na GSX750E de 1983. Não era um desenho de Hans Muth.

Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.globalsuzuki.com/motorcycle/smgs/digital-archive/2_bike/ss4_034.php

Ficha técnica

Cilindrada
747 cc
Potencia
77 cv às 9.000 rpm
Binario
62,8 Nm às 7.500 rpm
Quadro
Tubos inferiores de secção quadrangular e tubos redondos
Suspensao
Forquilha com PDF, braço oscilante de alumínio
Peso
212 kg a seco
Distancia entre eixos
1.510 mm
Angulo coluna direcao
29°15′

Duarte Chaves

Motociclismo  ·  6 artigos

Recebeu a primeira moto, uma KTM, do avô, quando tinha 19 anos, e ainda a tem. Agora está a descobrir os automóveis. Ainda muito jovem, continua a aperfeiçoar o que sabe sobre este mundo, mas a paixão, essa, já a tem toda. Nos tempos livres gosta de surfar.

Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.

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