O que distinguia a Suzuki GSX750S Katana de 1984?
A Suzuki GSX750S de 1984 tinha farol retrátil e motor de 77 cv. A terceira geração foi desenvolvida para o Japão e também teve produção para exportação.
O essencial
- O farol tinha acionamento elétrico e um comando manual de recurso.
- O motor de 747 cc debitava 77 cv às 9.000 rpm.
- A geometria e as suspensões foram adaptadas a uma utilização mais turística.
O farol da Katana de 1984 só mostrava a cara quando era ligado.
Segundo a RIDE HI, a terceira geração da Suzuki GSX750S combinava esse mecanismo com linhas em cunha e uma orientação mais turística.
A GSX750S Katana de 1984, segundo a Motociclismo apurou, nasceu de um projeto interno da Suzuki, baseado na GSX750E de 1983.
Não era um desenho de Hans Muth, embora desse continuidade à família que o seu trabalho tornara conhecida.
Suzuki GSX750S com farol escondido
O farol rodava eletricamente para fora do alojamento quando o condutor acionava o interruptor da iluminação.
A RIDE HI explica que, em caso de avaria, existia um comando manual no interior da carenagem.
A RIDE HI descreve esta solução como um conceito de vida curta.
A reportagem recorda os modelos de 1984 a 1986, inicialmente apresentados num branco de tom creme, ao qual se juntou o prateado em 1985.
Uma Katana para o Japão
A história começara em 1981, com a GSX1100S Katana, mas o Japão não permitia então a venda de motos acima dos 750 cc.
Segundo a RIDE HI, a versão japonesa de 1982 recebeu um motor reduzido para essa cilindrada, um guiador largo e elevado e perdeu o ecrã.
O guiador de avanços e o ecrã também esbarravam nas restrições locais.
Em 1983, a GSX750S2 ganhou alguma potência e uma roda de 16 polegadas, sem conseguir afirmar-se, na avaliação da RIDE HI.
Nesse mesmo ano surgiu a GSX750E, de código GR72A, com um motor concebido especificamente para os 750 cc e um conjunto mais leve e compacto.
Foi essa base que a Suzuki escolheu para a Katana S3.
Motor mais leve, 77 cv
O motor tinha 747 cc, com diâmetro e curso de 67 × 53 mm, e câmaras de combustão TSCC, com 4 válvulas por cilindro e formas destinadas a criar turbulência.
De acordo com a RIDE HI, debitava 77 cv às 9.000 rpm e cerca de 62,8 Nm às 7.500 rpm.
A redução de 50 mm no comprimento do cárter, as engrenagens de menor diâmetro e as 2 árvores de cames ocas ajudaram a reduzir o peso do motor.
Este passou de 93 para 80 kg, enquanto a Katana ficou nos 212 kg a seco.
Mais turismo na ciclística
A S3 aproveitava a estrutura do quadro, com tubos inferiores de secção quadrangular e tubos redondos na parte superior, e usava um braço oscilante de alumínio.
Segundo a RIDE HI, tinha suspensões mais suaves e uma distância entre eixos de 1.510 mm.
Apesar da base comum com a GSX750E, o ângulo da coluna de direção passou de 27° para 29°15′ e o avanço aumentou de 90 para 112 mm.
A forquilha acrescentava ao sistema antiafundamento na travagem um mecanismo denominado PDF, que aumentava progressivamente o amortecimento quando subia a velocidade de compressão.
À sombra da original
A RIDE HI atribui às alterações um comportamento mais tranquilo em curva e maior conforto em viagem, além de uma aparência diferente.
Embora concebida para o Japão, a S3 também teve produção para exportação e recebeu elogios no estrangeiro pelo comportamento.
No mercado japonês, porém, a imagem da Katana original manteve esta geração numa posição secundária, apesar das qualidades turísticas que a RIDE HI lhe reconhece.
Produzida em poucas unidades, a Katana de farol retrátil continua a despertar interesse no mercado de usados, segundo a RIDE HI.
Leia também
- Um canivete suíço de 125 cc, feito na Índia pela Suzuki
- Suzuki GSX-R1000R, como prepará-la para um dia de pista
- O linho da Suzuki de corrida de 2025 também chegou à competição em 2026
Perguntas e respostas
Qual é a história do farol retrátil da Suzuki GSX750S Katana?
O farol rodava eletricamente para fora do alojamento quando o condutor acionava o interruptor da iluminação. Em caso de avaria, existia um comando manual no interior da carenagem.
Quem desenhou a Katana de 1984?
A GSX750S Katana de 1984 nasceu de um projeto interno da Suzuki, baseado na GSX750E de 1983. Não era um desenho de Hans Muth.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.globalsuzuki.com/motorcycle/smgs/digital-archive/2_bike/ss4_034.php
Ficha técnica
- Cilindrada
- 747 cc
- Potencia
- 77 cv às 9.000 rpm
- Binario
- 62,8 Nm às 7.500 rpm
- Quadro
- Tubos inferiores de secção quadrangular e tubos redondos
- Suspensao
- Forquilha com PDF, braço oscilante de alumínio
- Peso
- 212 kg a seco
- Distancia entre eixos
- 1.510 mm
- Angulo coluna direcao
- 29°15′
Motociclismo · 6 artigos
Recebeu a primeira moto, uma KTM, do avô, quando tinha 19 anos, e ainda a tem. Agora está a descobrir os automóveis. Ainda muito jovem, continua a aperfeiçoar o que sabe sobre este mundo, mas a paixão, essa, já a tem toda. Nos tempos livres gosta de surfar.
Colaborador do Motociclismo. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o Motociclismo, o AutoGear e o M Sports.
