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Seis Dias – Enduro das Nações: Portugal sobe nas três seleções de troféu e as mulheres chegam ao 4º lugar

Publicado a 14 de Outubro de 2026, às 09h41  ·  4 min de leitura

O essencial

  • Portugal subiu ao 8º lugar do Troféu Mundial e a formação feminina passou para 4º na 100ª edição dos Seis Dias.
  • O percurso do segundo dia teve 120 km de duas voltas entre Santiago do Cacém, Sonega e Odemira, com partida em Grândola.
  • A seleção sénior mantém Luís Oliveira, Renato Silva, Gonçalo Reis e Sebastian Bühler; a feminina tem Joana Gonçalves, Rita Vieira e Francisca Henriques.

Portugal sobe nas três equipas

Portugal ganhou terreno nas três equipas de troféu no segundo dia da 100ª edição dos Seis Dias – Enduro das Nações, num percurso que voltou a ser castigador para quem alinhou no Litoral Alentejano. A seleção sénior subiu ao 8º lugar do Troféu Mundial, a júnior avançou para o 10º posto e a feminina passou de 5ª a 4ª.

O traçado foi o mesmo da véspera e chegou ao segundo dia visivelmente mais desgastado, depois de ter sido percorrido por cerca de 500 pilotos e de ter muito pó. Cada concorrente cumpriu duas voltas de 120 km, entre Santiago do Cacém, Sonega e Odemira, com partida e chegada em Grândola, onde está instalada a organização.

Foi um dia que deixou marcas em várias seleções de peso. A Grã-Bretanha foi a mais afetada, ao perder um piloto em cada uma das três equipas de troféu: Jamie McCanney deixou a formação sénior, Jack Keenan a júnior e Nieve Holmes a feminina.

No Troféu Mundial, a equipa portuguesa aproveitou esse cenário para subir uma posição e fixar-se no 8º lugar. Luís Oliveira atacou com mais ímpeto e foi o português mais rápido do dia, enquanto Renato Silva, Gonçalo Reis e Sebastian Bühler concluíram a jornada sem incidentes. A Itália mantém a liderança e continua a defender o título que conquistou há um ano em Bergamo, com França e Suécia a ocupar os restantes lugares do pódio provisório. Portugal tem o Chile no 7º lugar, 16 minutos à frente, e a Bélgica 15 minutos atrás, no 9º.

Na classificação individual, o espanhol Josep Garcia, campeão do mundo em título, assumiu o comando da geral absoluta, depois de Andrea Verona ter liderado na primeira jornada. Garcia venceu esta categoria nas últimas quatro edições dos Seis Dias.

Troféu Júnior e competição de clubes

No Troféu Júnior, Portugal também progrediu um lugar, passando para 10º. Ruben Ferreira voltou a ser o elemento mais rápido do trio, com Luís Pinto e Francisco Leite a recuperarem posições. A equipa está a cerca de seis minutos da Finlândia, 9ª classificada, e tem atrás de si perseguidores a mais de meia hora. A França tomou a liderança à Itália, que desceu para segundo, com os Estados Unidos logo a seguir.

A formação feminina, composta por Joana Gonçalves, Rita Vieira e Francisca Henriques, mantém um desempenho consistente. Depois de, na véspera, ter visto anulada a penalização que atingia duas das pilotas e de ter conservado o 5º lugar, a equipa subiu agora ao 4º, com a Grã-Bretanha a perder tempo. Está a cerca de 10 minutos da França, que é 3ª, e mais de três minutos à frente da Nova Zelândia, 5ª. Os Estados Unidos lideram, seguidos da Austrália.

Na competição de clubes, o Team Portugal, formado pelos estreantes Lucas Espinha, Luís Brandão e Salvador Sampaio, continua a evoluir apesar da penalização aplicada na véspera a Sampaio. A equipa ocupa agora o 20º lugar entre as cerca de 90 que disputam esta classe.

Os pilotos portugueses descreveram um dia ainda exigente. Rita Vieira admitiu que foi menos duro do que o anterior, mas contou que voltou a apanhar concorrentes mais lentas nas especiais e que o pó a deixou sem visibilidade, o que a impediu de impor o seu ritmo. Sublinhou que foram oito horas e meia em prova e que as especiais estavam ainda mais deterioradas, mas considerou que a seleção está no bom caminho e que, com tanto tempo por disputar, tudo ainda pode acontecer.

Luís Pinto considerou que o dia foi bastante melhor do que o primeiro: partiu mais à frente, levou menos pó e não caiu, perdendo apenas algum tempo com pequenos erros nas especiais. Mostrou curiosidade em perceber como se vai adaptar à areia das próximas jornadas e acredita que poderá ganhar algumas posições com menos pó pela frente.

Sebastian Bühler falou de um novo dia com muito pó, em que procurou manter um ritmo controlado e evoluir progressivamente, tarefa que descreveu como difícil nestas condições. Espera que o piso mais arenoso dos próximos dias lhe seja favorável.

Novo percurso aguarda quarta-feira

Os concorrentes vão encontrar um percurso novo na quarta-feira e na quinta-feira, desenhado sobretudo na zona de Santiago do Cacém e de Vila Nova de Santo André. Serão 143 km a percorrer duas vezes por dia, com três especiais relativamente próximas entre si e os pisos de areia típicos da região a ganharem protagonismo.

Fotos: Estela Araújo

Redação

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