KTM confirma problema de fornecedor como causa da falha nos motores de MotoGP

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A KTM identificou o problema que tem afectado a fiabilidade dos seus motores na MotoGP esta temporada, atribuindo-o a uma falha no controlo de qualidade por parte de um fornecedor. O director de motociclismo da marca, Pit Beirer, confirmou que certas peças de alta tensão no grupo motriz não cumpriam os padrões especificados, levando a falhas súbitas no motor. Este problema ficou particularmente visível quando Pedro Acosta teve uma paragem repentina do motor enquanto liderava o Grande Prémio da Catalunha, culminando num grave acidente envolvendo Alex Márquez, que seguia logo atrás.

Na última prova em Sachsenring, durante o Grande Prémio da Alemanha, Beirer revelou à Sky Italia que “há algo errado dentro dos nossos motores”. Com o desenho do motor congelado desde o início da época anterior, a KTM suspeitava que a origem das falhas estaria na fabricação, o que veio agora a ser confirmado com a identificação das peças defeituosas. “Descobrimos que estávamos a usar peças sujeitas a altos esforços que não cumpriam os padrões de qualidade especificados”, explicou Beirer ao Speedweek.com. “Estes componentes críticos falhavam em certas condições. São peças de um fornecedor e, após investigação, podemos descartar que este problema ocorra com peças ‘correctas’.”

Devido às regras de homologação de motores da MotoGP, que impedem alterações sem consentimento dos restantes fabricantes, a KTM submeteu à MSMA (associação das equipas) um pedido especial para abrir os motores afectados durante o período de pausa do verão e substituir as peças defeituosas por outras com especificações idênticas. Beirer acrescentou que “já recebemos um feedback positivo durante o GP de Sachsenring, embora ainda aguardemos algumas respostas. Esperamos uma boa cooperação e estamos a ser totalmente transparentes com todas as partes envolvidas”.

A KTM agradeceu o apoio da Aprilia, mas ainda precisa da aprovação das outras equipas rivais, nomeadamente Ducati, Honda e Yamaha, para avançar com as substituições. A autorização não é garantida, pois há receios de que a resolução do problema possa passar por uma redução do desempenho do motor, algo que se especula que a KTM já tenha adoptado em algumas corridas recentes. Para obter o aval, a marca terá de demonstrar que as peças falhadas correm risco mesmo com a performance reduzida.

Quanto à utilização dos motores nesta temporada, Brad Binder tem já três unidades retiradas da sua quota de nove, o número mais elevado entre todos os pilotos, enquanto Pedro Acosta conta com duas unidades retiradas. Enea Bastianini também teve um motor retirado, ao passo que Maverick Viñales mantém todos os seus motores disponíveis. A situação evidência o impacto que os problemas de fiabilidade têm tido na gestão do material e na estratégia da KTM ao longo do campeonato.

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