Pecco Bagnaia no limite após novo desastre: «Não consigo ver uma saída»

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Pecco Bagnaia viveu um fim de semana desastroso no Grande Prémio de Aragão, onde não conseguiu somar qualquer ponto e caiu para a oitava posição do Campeonato do Mundo. Um resultado que contrasta fortemente com os 37 pontos conquistados pelo seu companheiro de equipa, Marc Márquez, que ascendeu ao segundo lugar da classificação e reforçou a candidatura ao título.

A enorme diferença de desempenho entre os dois pilotos da Ducati marcou o fim de semana em MotorLand Aragón e Bagnaia não escondeu a frustração perante a situação que atravessa, classificando-a como «humilhante» e admitindo estar num dos momentos mais difíceis da carreira.

«O que mais me custa aceitar é que a situação tenha chegado a este ponto. Estou muito desiludido e não consigo ver uma saída», afirmou o italiano.

Bagnaia sofreu uma nova queda durante a corrida principal e explicou posteriormente o que aconteceu no momento do acidente.

«Perdi o controlo da roda traseira na reta da meta e depois a dianteira bloqueou», explicou.

Foi a segunda corrida consecutiva em que o bicampeão do mundo não conseguiu pontuar, depois de também ter sofrido uma queda na ronda anterior, em Silverstone.

Ao analisar as dificuldades que enfrenta, Bagnaia comparou a situação a um labirinto, numa altura em que continua à procura de respostas para os problemas que o impedem de recuperar a competitividade.

«Neste momento, parece que estou dentro de um labirinto. Tento ser o mais claro possível sobre aquilo que está a acontecer para encontrarmos uma solução, mas, infelizmente, essa solução nunca aparece», lamentou.

O italiano garante que continua a dar o máximo para inverter a situação, mas admite ser particularmente difícil aceitar as sucessivas quedas quando nem sequer está a pilotar no limite.

«Esforço-me ao máximo, mas continuo a cair mesmo quando tento ser mais cauteloso. Toda esta situação é humilhante e desmoralizante. Penso que é um dos piores momentos da minha carreira e tudo se agravou nas últimas duas corridas», acrescentou.

Habitualmente muito autocrítico, Bagnaia reconheceu que as sensações atuais contrastam com outros momentos em que conseguiu encontrar confiança na Ducati e sentir-se novamente capaz de lutar pelas primeiras posições.

As atenções viram-se agora para Misano, uma ronda particularmente importante para o italiano, não apenas por correr perante o público de casa, mas também pela necessidade de encontrar respostas depois de dois Grandes Prémios consecutivos sem pontuar.

«A próxima corrida, em Misano, será muito importante. Haverá muita gente e espero que consigamos melhorar. Nas condições atuais, San Marino poderá ser complicado, mas espero que encontremos uma solução que me permita lutar por um lugar entre os cinco primeiros», afirmou.

Depois de sair de Aragão sem qualquer ponto e de cair para o oitavo lugar do Campeonato do Mundo, Bagnaia chega a Misano pressionado pela necessidade de inverter uma sequência particularmente negativa. Mais do que recuperar posições na classificação, o principal objetivo passa agora por reencontrar a confiança e as sensações necessárias para voltar a ser competitivo com a Ducati.

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