A estrela da Ducati, Nicolo Bulega, está pronto para conquistar a glória em 2026 sem medo de alternar motos!
A estrela em ascensão da Ducati, Nicolo Bulega, não se mostra minimamente preocupado com a perspetiva de alternar entre motos do Mundial de Superbike e do MotoGP em 2026. O talento italiano, que ficou a um passo do título do Mundial de Superbike na temporada passada, superado apenas por Toprak Razgatlioglu da BMW, prepara-se para um ano agitado ao mesmo tempo que aponta ao título com a nova versão da Panigale V4.
Com a mudança de Razgatlioglu para o MotoGP, todas as atenções estarão centradas em Bulega, que surge como o grande favorito à conquista do título no Mundial de Superbike. Mas não é só isso. Bulega irá também assumir um papel crucial como piloto de testes da Ducati, contribuindo para o desenvolvimento da nova moto de 850 cc para 2027, garantindo que o seu nome permanece em destaque em ambos os campeonatos.
Bulega fez a sua estreia no MotoGP no ano passado, substituindo o lesionado Marc Márquez nas duas últimas rondas da temporada. Apesar da pressão, demonstrou o seu talento ao somar pontos tanto no Grande Prémio de Portugal como no de Valência. No entanto, a transição para o MotoGP trouxe desafios, especialmente na adaptação às características específicas dos pneus Michelin — uma dificuldade que resultou numa queda durante a corrida sprint em Portugal.
A boa notícia? Bulega está confiante de que a transição será muito mais simples em 2026. Porquê? Porque as motos de MotoGP passarão a utilizar pneus Pirelli a partir de 2027. Este pormenor crucial significa que Bulega deixará de ter de lidar com dinâmicas de pneus tão distintas, algo que historicamente complicou a vida aos pilotos que alternam entre as duas categorias.
“Talvez isso aconteça”, disse Bulega à Speedweek ao falar sobre possíveis dificuldades na troca de motos. “Mas vai ajudar-me o facto de depois testar a moto de MotoGP com pneus Pirelli. Neste momento, a minha sensação nas motos é muito diferente, principalmente porque no MotoGP usamos Michelin. Isso faz uma grande diferença. Se ambas as motos estiverem com Pirelli, isso vai ajudar-me um pouco.”
Como se a pressão já não fosse suficiente, Bulega tem garantidas pelo menos três sessões de testes com o protótipo GP27 esta temporada, com a possibilidade de realizar mais. Esta experiência será fundamental para facilitar a alternância entre os dois mundos. No entanto, existe um fator adicional: caso a Ducati necessite de um substituto por lesão durante a temporada, Bulega poderá voltar a pilotar uma moto de MotoGP equipada com pneus Michelin, acrescentando mais um nível de complexidade ao seu percurso.
Atualmente, a Gresini confirmou que Fermín Aldeguer irá falhar o teste de Sepang devido a uma recente fratura do fémur. Se Aldeguer ficar afastado por um período prolongado, a Ducati poderá hesitar em recorrer a Michele Pirro como substituto, tendo em conta o seu foco atual no projeto de 2027. Este cenário poderá abrir a porta a Bulega, que tem conhecimento recente da GP25 que Aldeguer está destinado a pilotar.
Com a comunidade da competição atenta, Nicolo Bulega está pronto para aproveitar a oportunidade em 2026. O seu duplo papel no Mundial de Superbike e no MotoGP não é apenas uma prova da sua versatilidade, mas também um sinal claro de que é um piloto com quem é preciso contar. À medida que Bulega se prepara para testar os limites das suas capacidades e do material da Ducati, uma coisa é certa: ele não está apenas a correr, está numa missão para dominar. A próxima temporada poderá muito bem ser o ano que consolida Bulega na história do motociclismo.












