170 cv, malas de 60 litros e radar, eis a Ducati Multistrada V4 S Grand Tour
O essencial
- Motor V4 Granturismo de 1.158 cc com 170 cv (125 kW) e binário máximo de 125 Nm às 8.750 rpm.
- Malas laterais integradas com capacidade combinada de 60 litros e decoração exclusiva Grand Tour.
- Sistema de radar com Adaptive Cruise Control, Blind Spot Detection e Forward Collision Warning incluídos.
A Ducati Multistrada V4 S Grand Tour chega à gama como uma versão pensada para quem passa muitas horas na estrada e quer partir com conforto, capacidade de carga e tecnologia de segurança já incluídos de fábrica. A nova configuração distingue-se pela decoração exclusiva, malas laterais integradas no esquema cromático e um conjunto de equipamentos que abrange radar dianteiro e traseiro, punhos aquecidos, monitorização da pressão dos pneus e descanso central. A marca prevê a chegada aos concessionários europeus em novembro de 2026, exclusivamente na decoração Grand Tour. Em Portugal, o preço anunciado é de 27.795 euros.

Uma Multistrada preparada para grandes distâncias
A filosofia da Grand Tour passa por reunir, numa única versão, os elementos que tornam mais simples a preparação de uma viagem longa. As malas laterais em tecnopolímero, com capacidade combinada de 60 litros, fazem parte do equipamento de série e estão integradas na decoração. O descanso central facilita as operações de estacionamento e o manuseamento das malas, enquanto a tampa do depósito sem chave permite abastecer sem retirar a chave do bolso. Os punhos aquecidos e os bancos aquecidos para condutor e passageiro acrescentam conforto quando a temperatura baixa ou os quilómetros se acumulam.
A decoração exclusiva combina uma imagem elegante com apontamentos desportivos. O preto estende-se ao guiador, às mesas de direção, ao quadro, ao braço oscilante e às malas laterais, enquanto as jantes recebem a identificação Grand Tour e os bancos apresentam detalhes específicos. O resultado procura distinguir esta versão sem afastar a Multistrada da identidade visual que caracteriza a família de motos de viagem da Ducati.


Radar, visibilidade e assistência eletrónica
A segurança é um dos pontos centrais do equipamento. O sistema de radar inclui Adaptive Cruise Control (ACC), que ajuda a manter a distância em relação ao veículo da frente, Blind Spot Detection (BSD), para alertar para veículos nos ângulos mortos, e Forward Collision Warning (FCW), que avisa o condutor perante situações de potencial colisão frontal. A Grand Tour acrescenta ainda o sistema TPMS, que apresenta a pressão dos pneus no painel, luzes auxiliares em LED, indicadores de mudança de direção dinâmicos e luz de nevoeiro traseira, reforçando a visibilidade em diferentes condições meteorológicas e de luminosidade.
A base eletrónica inclui a plataforma inercial Bosch, o Ducati Vehicle Observer (DVO), o Cornering ABS, o Ducati Traction Control e o Ducati Wheelie Control. O sistema de travagem combinada gere a distribuição da força entre as duas rodas, enquanto o Ducati Brake Light EVO ativa automaticamente os indicadores de mudança de direção durante uma travagem de emergência, tornando a desaceleração mais evidente para quem segue atrás. O condutor pode também ajustar o controlo do travão-motor através de três níveis de intervenção.
A suspensão semiativa Ducati Skyhook Suspension (DSS) EVO, desenvolvida com componentes Marzocchi, adapta a resposta às condições da estrada e à carga transportada. Um sensor de posição da forquilha e uma lógica preditiva, que inclui a deteção de lombas, ajudam o sistema a ajustar o amortecimento em tempo real. A função de autonivelamento adapta a suspensão à carga, enquanto o modo Auto e o comando dedicado no punho esquerdo permitem ajustar o comportamento durante a condução.

O V4 Granturismo mantém o ADN desportivo
No centro da Multistrada V4 S Grand Tour está o motor V4 Granturismo de 1.158 cc, com 170 cv (125 kW). A Ducati anuncia um binário máximo de 123,8 Nm às 9.000 rpm no material de apresentação, embora a ficha técnica portuguesa indique 125 Nm às 8.750 rpm. O motor combina uma entrega de potência progressiva a regimes baixos e intermédios com capacidade para continuar a acelerar quando o condutor explora a parte superior da faixa de rotações.
A cambota contra-rotativa ajuda a contrariar parte do efeito giroscópico das rodas, contribuindo para o comportamento dinâmico da moto. Já a estratégia Extended Cylinder Deactivation permite desativar o banco de cilindros traseiros não só quando a moto está parada ao ralenti, mas também em determinadas condições de condução, com o objetivo de reduzir o consumo e as emissões. A Ducati indica uma redução de até 6% face à geração anterior.
A ciclística combina um quadro monocoque em alumínio, subquadro tubular em aço e braço oscilante duplo em alumínio. O ponto de articulação do braço oscilante foi reposicionado para aumentar o efeito anti-afundamento e favorecer a estabilidade, incluindo quando a moto circula com carga elevada. A suspensão oferece 170 mm de curso à frente e 180 mm atrás, enquanto as jantes de liga leve de 19 polegadas à frente e 17 polegadas atrás usam pneus Pirelli SCORPION Trail II. A travagem fica a cargo de dois discos dianteiros de 330 mm com pinças radiais Brembo Stylema e de um disco traseiro de 280 mm.


Mais fácil nas manobras, mais simples de configurar
A altura e o peso de uma moto de viagem podem tornar as manobras a baixa velocidade mais exigentes, sobretudo com malas e passageiro. A Grand Tour inclui o Automatic Lowering Device, que reduz automaticamente a altura da moto até 30 mm quando a velocidade desce abaixo dos 10 km/h e recupera a altura normal acima dos 50 km/h. A função Easy Lift facilita, por sua vez, a retirada da moto do descanso lateral: quando a ignição é ligada, a suspensão abre o circuito hidráulico para reduzir o esforço necessário para a levantar.
O equipamento de série inclui ainda um ecrã TFT a cores de 6,5 polegadas, navegação através do espelhamento do telemóvel e Ducati Connect, que permite gerir funções do smartphone e música. A transmissão conta com Ducati Quick Shift para passagens de caixa ascendentes e descendentes, além de cruise control e Vehicle Hold Control. Os cinco modos de condução — Sport, Touring, Urban, Wet e Enduro — permitem adaptar a resposta da moto a diferentes utilizações.
A Ducati associa também a Grand Tour a uma estratégia de manutenção orientada para grandes viagens: a verificação da folga das válvulas está prevista a cada 60.000 km. O programa Multistrada 4EVER oferece quatro anos de garantia com quilometragem ilimitada na Europa, enquanto a Assistência em Viagem contempla serviços como transporte do condutor e passageiro, veículo de substituição e alojamento em hotel em caso de imobilização, de acordo com as condições de cobertura. A rede oficial da marca ultrapassa os 800 concessionários em mais de 90 países.
Para quem procura uma configuração mais pessoal, o programa Ducati Factory Made permite escolher detalhes como a cor das pinças de travão, bancos e opções de suspensão com diferentes alturas, além de componentes em fibra de carbono. A Multistrada V4 S Grand Tour chega, assim, com uma proposta clara: concentrar numa única versão grande parte do equipamento que um viajante de longo curso poderá querer acrescentar à sua moto, mantendo o motor V4 e a componente desportiva como parte essencial da experiência.
Imagens: Ducati
Ficha técnica
- Motor
- V4 Granturismo de 1.158 cc
- Potencia
- 170 cv (125 kW)
- Binario
- 125 Nm às 8.750 rpm
- Suspensao
- Ducati Skyhook Suspension (DSS) EVO com 170 mm curso frente e 180 mm atrás
- Rodas
- 19 polegadas frente, 17 polegadas atrás com pneus Pirelli SCORPION Trail II
- Travagem
- Discos dianteiros de 330 mm com pinças Brembo Stylema e disco traseiro de 280 mm
- Quadro
- Monocoque em alumínio com subquadro tubular em aço
- Equipamento
- Malas 60 litros, radar dianteiro e traseiro, punhos aquecidos, TPMS, ecrã TFT 6,5 polegadas
- Preco
- 27.795 euros em Portugal
Motociclismo · 81 artigos
O que é esta assinatura. Os artigos assinados pela Redação são escritos pelos colaboradores do Motociclismo, com a redação permanente, e são revistos e confirmados por Vítor Sousa, diretor-executivo, antes de serem publicados.
