A presença da AJP no panorama internacional das motos sempre esteve associada a modelos leves, robustos e com forte vocação off-road. Fundada em Portugal, a marca construiu reputação com propostas simples, eficazes e mecanicamente honestas, conquistando adeptos no enduro e na aventura ligeira. Agora, com a AJP Fulgora, dá um passo firme para a mobilidade elétrica sem abdicar da sua identidade.
A estreia pública aconteceu durante a EICMA de 2025, onde o modelo chamou a atenção pelo visual minimalista e por uma abordagem técnica surpreendentemente madura. Longe de ser um exercício experimental, trata-se de uma moto pensada para utilização diária, enquadrada na categoria L3e-A1.

Design compacto, conceito claro
À primeira vista, a Fulgora distingue-se pela estética simples, quase industrial, com um emblema circular de grandes dimensões que lhe confere personalidade própria. A filosofia é clara: peso contido, dimensões compactas e foco absoluto na funcionalidade urbana.
O motor elétrico está integrado no cubo da roda traseira e debita 8 kW (11 cv) de potência contínua e 16 kW (22 cv) em pico, permitindo atingir 125 km/h. A bateria fixa de iões de lítio, com 72V e 11,23 kWh, destaca-se pela capacidade generosa para o segmento A1 elétrico.
Autonomia e carregamento adaptados ao dia a dia
Em ambiente urbano, a autonomia estimada situa-se entre 200 e 250 km, podendo rondar os 150 km em utilização mista ou a ritmos mais elevados. A travagem regenerativa é ajustável através dos modos de condução, contribuindo para otimizar a eficiência energética e reduzir o desgaste do sistema de travagem.
O carregador interno de 3 kW permite uma carga completa em cerca de 3,5 horas. A presença de ficha Type 2 garante compatibilidade com postos públicos de corrente alternada, fator decisivo para quem não dispõe de solução de carregamento doméstico.


Ciclística fiel ao ADN da marca
Com aproximadamente 140 kg, a Fulgora mantém-se leve e acessível. A altura do assento é de 735 mm, facilitando o acesso a condutores de diferentes estaturas. A distância entre eixos de 1.250 mm favorece a agilidade no trânsito, enquanto a distância ao solo de 190 mm assegura versatilidade em pisos urbanos degradados.
As jantes de 17 polegadas, à frente e atrás, combinam-se com discos de travão de 300 mm na frente e 220 mm atrás. A homologação para carta A1 reforça o posicionamento junto de novos condutores e utilizadores citadinos que procuram uma alternativa elétrica às tradicionais 125 cc.
Duas versões, duas personalidades
Além da versão base, a AJP disponibilizará uma variante Scrambler, com cerca de mais 30 mm de altura e pneus de perfil mais robusto. A proposta visa utilizadores que valorizam uma estética mais aventureira e a capacidade de enfrentar calçadas ou pequenos troços menos cuidados sem comprometer a utilização diária.
Pensada como ferramenta de mobilidade, a estrutura traseira inclui pontos de fixação para malas laterais e top case, permitindo transformar a moto numa solução prática para trabalho ou deslocações quotidianas.


Homologação e perspetivas
A conclusão do processo de homologação está prevista para o primeiro semestre de 2026. Os preços finais ainda não foram anunciados, assim como a confirmação definitiva de equipamentos como ABS. Certo é que a Fulgora surge como uma proposta sólida e pragmática, concebida para eletrificar o segmento A1 com a mesma lógica de leveza e eficácia que sempre definiu a marca portuguesa.
António Pinto, fundador e CEO da AJP, disse esperar que este modelo esteja pronto para ser comercializado em Março ou Abril.
© Source: SteckerBIker / LinkedIn AJP Motos












