Jorge Martín terminou o Grande Prémio de Aragão com um desempenho sólido, ao conquistar duas quintas posições ao longo do fim de semana, resultados que lhe permitem manter a liderança do Campeonato do Mundo. Apesar das dificuldades que já antecipava para MotorLand Aragón, o campeão do mundo de 2024 conseguiu limitar as perdas e terminou a corrida principal a cerca de cinco segundos de Álex Márquez, quarto classificado.
Os três primeiros, Marc Márquez, Pedro Acosta e Marco Bezzecchi, mostraram um ritmo superior ao longo da corrida e conseguiram isolar-se do restante pelotão. Martín acabou por ficar numa espécie de «terra de ninguém» na quinta posição, sem argumentos para acompanhar os pilotos da frente, mas também com margem suficiente para controlar os adversários que seguiam atrás.
«O quinto lugar de hoje foi o máximo que podia conseguir, por isso estou contente. Obviamente, gostaria de ganhar, como toda a gente, mas não foi possível. Esperava um fim de semana complicado e foi exatamente isso que aconteceu», afirmou o piloto da Aprilia.
Martín reconheceu que a RS-GP não se comportou da melhor forma durante a corrida, embora tenha conseguido encontrar alguma velocidade adicional na segunda metade da prova.
Apesar de não ter conseguido lutar pelo pódio, o espanhol deixa Aragão ainda na liderança do Campeonato do Mundo de Pilotos, agora com 19 pontos de vantagem sobre Marc Márquez, que ascendeu à segunda posição depois de vencer em MotorLand.
Questionado sobre a crescente ameaça representada por Márquez, Martín recordou que Aragão era, na sua opinião, o circuito mais complicado entre aqueles que ainda restavam no calendário.
«Espero que todo o trabalho que temos feito ao longo do ano seja recompensado nas próximas corridas. É evidente que Márquez é um adversário muito forte, mas vou fazer tudo o que puder para lutar por este Campeonato do Mundo até ao fim», garantiu.
Martín recusou também considerar o resultado de Aragão como um retrocesso em relação ao desempenho apresentado anteriormente em Silverstone.
«Já esperava que fosse uma pista complicada. Conseguimos um quinto lugar num dos fins de semana mais difíceis em termos de sensações, por isso não estamos assim tão mal», explicou.
O espanhol admitiu ter pensado na possibilidade de alcançar a quarta posição, mas acabou por reconhecer que, tendo em conta o ritmo disponível, o quinto lugar correspondia ao máximo que poderia alcançar naquela corrida.
O próximo desafio será o Grande Prémio de San Marino, em Misano, onde Martín espera encontrar condições mais favoráveis para a Aprilia, embora reconheça ser difícil antecipar a hierarquia perante a competitividade demonstrada por Márquez e Bezzecchi.
«Parece-me uma pista que deverá adaptar-se bem a nós, mas é difícil fazer previsões», afirmou.
Martín abordou também a incerteza em torno da realização do Grande Prémio do Qatar e o eventual impacto que uma alteração do calendário poderia ter na luta pelo título.
«Não sei quem seria beneficiado se não corrêssemos lá. Não é algo que eu possa controlar. Quando houver uma decisão, enfrentaremos aquilo que restar do campeonato com toda a energia», explicou.
Apesar das dificuldades encontradas em circuitos com menor nível de aderência, Martín considera estar já muito próximo de uma adaptação total à Aprilia. A experiência acumulada ao longo das últimas corridas deverá ser importante na fase decisiva da temporada, numa altura em que a vantagem sobre Marc Márquez foi reduzida para 19 pontos e a luta pelo Campeonato do Mundo permanece totalmente em aberto.


