Pedro Acosta persegue primeira vitória com KTM antes de se «vestir de vermelho»

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Pedro Acosta conquistou a segunda posição no Grande Prémio de Aragão, confirmando a forte competitividade demonstrada ao longo de todo o fim de semana. O piloto da KTM conseguiu manter-se relativamente próximo de Marc Márquez durante grande parte da corrida, mas uma mudança de ritmo do espanhol nas últimas voltas acabou por afastá-lo definitivamente da luta pela vitória.

Acosta reconheceu que extraiu praticamente todo o potencial disponível da RC16, embora considere que a KTM ainda precisa de dar mais alguns passos em frente para poder lutar regularmente pelas vitórias até ao final da temporada.

«Penso que fizemos 100% daquilo que tínhamos ao nosso alcance. Ficámos bastante perto, sobretudo tendo em conta as corridas menos positivas que tivemos antes da pausa de verão», afirmou o espanhol, destacando a evolução apresentada pela KTM em MotorLand Aragón.

Questionado sobre o momento em que perdeu definitivamente o contacto com Márquez, Acosta identificou uma fase concreta da corrida em que o piloto da Ducati conseguiu aumentar significativamente o ritmo.

«O problema surgiu quando o Marc aumentou o ritmo, a cerca de dez voltas do fim, e começou a rodar em 1:46. Nessas duas ou três voltas conseguiu ganhar a vantagem necessária para me deixar para trás», explicou.

O piloto da KTM comentou também a ultrapassagem a Marco Bezzecchi, admitindo que a manobra acabou por ser relativamente simples devido à diferença de velocidade existente naquele momento entre as duas motos.

Apesar do segundo lugar, Acosta voltou a abordar a situação da KTM e a necessidade de a marca austríaca continuar a evoluir. O espanhol terminou muito à frente do segundo melhor piloto do fabricante, com uma diferença próxima dos 24 segundos, um dado que voltou a evidenciar a distância existente entre Acosta e os restantes representantes da RC16.

«Espero que melhorem rapidamente, porque isso também me fará melhorar», afirmou.

O espanhol comentou ainda as palavras de Márquez sobre a inevitável mudança geracional no motociclismo e deixou uma referência particularmente significativa ao seu próprio futuro.

«Vou tentar conseguir mais alguns pódios este ano e depois veremos o que acontece quando estiver vestido de vermelho», afirmou.

Apesar da ambição, Acosta prefere não fazer previsões sobre aquilo que poderá alcançar no futuro e garante que, neste momento, a prioridade passa por continuar a somar pontos e a aproveitar todas as oportunidades disponíveis.

«Não quero terminar em segundo, mas também não quero cair e ficar sem pontos», explicou.

O piloto murciano mantém, contudo, um objetivo claro antes de terminar a sua passagem pela KTM: conquistar pelo menos uma vitória. Acosta acredita que algumas das rondas fora da Europa, nomeadamente Japão e Malásia, poderão oferecer boas oportunidades para voltar a aproximar-se do lugar mais alto do pódio.

«No ano passado não estivemos assim tão longe da vitória. Espero que possamos continuar a sonhar com isso», afirmou.

Depois do segundo lugar em Aragão, Acosta reforça não apenas a sua posição entre os pilotos mais competitivos do campeonato, como também a esperança de terminar a ligação à KTM com uma vitória. O objetivo passa agora por manter a consistência, continuar a somar pontos e aproximar-se dos três primeiros do Campeonato do Mundo antes do final da temporada.

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