Miguel Oliveira entra na ronda da Hungria do Mundial de Superbike com confiança reforçada e um objetivo claro: transformar o bom arranque de temporada em consistência ao mais alto nível.
O piloto português da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team encara o desafio em Balaton Park como uma oportunidade para consolidar o trabalho feito até aqui — e dar mais um passo em frente.
Para Oliveira, o traçado húngaro não é território desconhecido. Pelo contrário, guarda boas recordações da última vez que ali competiu, ainda no contexto do MotoGP.
“Chegamos aqui recarregados, com energia para enfrentar Balaton Park. É positivo olhar para os resultados do ano passado e perceber que a moto funciona bem neste circuito”, explicou.
Essa experiência prévia poderá revelar-se determinante, sobretudo numa fase da temporada em que cada detalhe conta para manter o ritmo competitivo.
Sobre as suas sensações antes da ronda da Hungria, Oliveira afirmou: “Sem dúvida que chegamos aqui renovados, cheios de energia para enfrentar Balaton Park. É motivador olhar para os resultados do ano passado e ver que a moto funciona bem aqui. O nosso trabalho é fazê-la funcionar desde o início na FP1. Vamos ver o que conseguimos fazer, mas o objetivo é mantermo-nos no top cinco. Se conseguirmos isso, teremos um bom fim de semana. No ano passado no MotoGP, esta pista foi um bom ponto de viragem para mim. Fiz uma boa corrida; foi difícil gerir com a moto mais longa do MotoGP, e foi complicado travar nas retas curtas, mas acabámos com um fim de semana muito positivo. Acho que tem sido um início de temporada bastante sólido. Já passámos pelos dois circuitos mais difíceis para a moto, por isso espero que possamos estar mais consistentemente perto do topo a partir daqui.
A abordagem para o fim de semana está bem definida. Oliveira quer garantir que a competitividade surge logo desde a primeira sessão de treinos livres. “O nosso trabalho é fazer com que tudo funcione desde o início, já no FP1”, sublinhou.
Num campeonato tão equilibrado, começar bem pode fazer toda a diferença — especialmente num circuito onde as margens são reduzidas.
Mais do que um resultado isolado, o foco está na consistência: “O objetivo é manter-nos no top cinco. Se conseguirmos isso, será um bom fim de semana”, afirmou o piloto português. É uma meta realista, mas exigente, que reflete o nível atual da competição no WorldSBK.
O balanço da corrida do ano passado em MotoGP continua presente. Oliveira recorda uma prova exigente, marcada pelas características do circuito, com travagens difíceis e retas curtas que penalizavam a gestão da moto. Ainda assim, o resultado final foi positivo — e serve agora como referência para esta nova fase da sua carreira.
O arranque de 2026 tem sido encorajador, segundo o próprio piloto. “Tem sido um início de época bastante sólido”, reconheceu, acrescentando que a equipa já ultrapassou duas das pistas mais complicadas para o conjunto moto-piloto. Essa evolução alimenta a expectativa de um desempenho mais consistente nas próximas rondas.
Com os circuitos mais desafiantes já ultrapassados, Oliveira acredita que a tendência pode ser de crescimento. “Espero que possamos estar mais regularmente perto do topo a partir daqui”, concluiu. A ronda da Hungria surge assim como um momento importante na temporada do piloto português. Não apenas pelos resultados imediatos, mas pelo potencial de afirmar uma nova fase — mais estável, mais competitiva e mais próxima das posições de topo.
E, tal como no ano passado, Balaton Park pode voltar a ser um ponto de viragem.

