Problemas nos testes do Mundial de Superbike: o inverno não deu tréguas. Será maldição?
Os aguardados testes das equipas do Mundial de Superbike em Portimão foram ensombrados por chuva persistente, deixando as equipas frustradas e a questionar a integridade das suas preparações. Apesar das previsões prometerem um dia seco, o tempo tinha outros planos. Após um dilúvio durante a noite, o Autódromo Internacional do Algarve ficou completamente encharcado, obrigando todos, exceto três corajosos pilotos, a permanecerem confinados às suas garagens até às 13h30, hora local.
Quando a pista finalmente secou o suficiente para haver ação, foi Tommy Bridewell quem liderou a iniciativa aos comandos da sua Ducati Panigale V4 R, uma moto apresentada pela primeira vez pela equipa Australian Superbike Advocates apenas um dia antes, exibindo orgulhosamente o número 46. Entretanto, Philipp Oettl entrou em pista com a sua Ducati Panigale V2 da classe Supersport, embora com tempos de volta superiores a 2:05 — claramente não com o objetivo de velocidade, mas sim de ganhar confiança no asfalto encharcado.
À medida que o dia avançava, Bridewell e Oettl alternaram entre si as melhores voltas do dia, juntando-se mais tarde Xavi Vierge para uma breve sessão de adaptação nas duas motos Yamaha R1 da Patus Maxus que tinha à disposição. No final, Bridewell registou o melhor tempo de 1:53.868, um contraste evidente com o impressionante 1:39.081 de Toprak Razgatlioglu da época passada, evidenciando o quanto o mau tempo prejudicou os esforços das equipas.
A chuva tem sido um antagonista constante nesta temporada, com os testes em Jerez e Portimão igualmente marcados por condições de pista molhada. As equipas aguardam agora com ansiedade o próximo fim de semana de corrida, de 27 a 29 de março em Portugal, quando esperam finalmente estabelecer uma hierarquia mais clara para a temporada de 2026.
A insatisfação entre as equipas é palpável; investiram recursos significativos para estarem presentes nestes testes e acabam a enfrentar contratempos relacionados com o clima. Muitas estão agora a considerar alternativas para evitar a repetição destas condições desastrosas, incluindo a possibilidade de realizar testes fora da Europa, de forma semelhante ao que acontece com o MotoGP.
Alex Lowes, o piloto mais rápido nos últimos dois dias, expressou sentimentos mistos: “Senti-me muito bem na moto desde o primeiro dia. Foi bom voltar à pista na Europa depois da ronda de abertura na Austrália. Fomos rápidos e competitivos lá, e estava a ter resultados positivos aqui em Portimão até chegar a chuva. Tínhamos começado a testar novas configurações quando a chuvada começou. É interessante notar a evolução da KB998 Rimini desde a última vez que aqui corremos. Ainda há muito trabalho a fazer antes do fim de semana de corrida.”
Irá a “maldição” da chuva terminar de vez?












