A Ducati assegura o futuro com Fermin Aldeguer estendendo a colaboração até 2028!
A Ducati tomou a decisão de prolongar o contrato de Fermin Aldeguer até 2028, garantindo-o como uma peça-chave para o futuro do desporto. Com esta manobra estratégica, a potência italiana está claramente a confessar a sua confiança no jovem talento espanhol, apesar do recente revés provocado por lesão.
Aldeguer, que sofreu uma fractura do fémur durante os testes de pré-temporada e falhará o próximo Grande Prémio da Tailândia, já deixou uma marca significativa no seu ano de estreia na categoria principal. Embora seja o piloto Ducati menos bem classificado na classificação geral do campeonato, os seus resultados contam uma história diferente. O prodígio de 19 anos fez história ao tornar-se um dos apenas seis pilotos a conquistar uma vitória na passada temporada, triunfando na Indonésia e assegurando impressionantes seis pódios, incluindo vários em corridas sprint.
Num cenário de concorrência feroz e com um alinhamento repleto de veteranos experientes, a consistência e a capacidade de apresentar resultados por parte de Aldeguer não passaram despercebidas. A Ducati eliminou de forma decisiva quaisquer tentativas de equipas rivais de aliciar a estrela em ascensão ao activar uma opção de mais dois anos no seu contrato, afastando assim negociações ou especulações sobre o seu futuro. Antes da lesão, Aldeguer era inclusive apontado como um dos principais candidatos a um lugar na equipa oficial, o que poderá ter aberto espaço para Pedro Acosta ao lado de Marc Marquez. Em vez disso, a cobiçada moto de fábrica foi atribuída ao companheiro de equipa de Aldeguer, Alex Marquez, como recompensa pela sua excelente temporada de 2025.
O que significa isto para Aldeguer? Espera-se que o talentoso piloto continue com a Gresini Racing — um ambiente perfeitamente adequado ao seu crescimento. Poderão surgir especulações sobre uma eventual mudança para a equipa VR46, mas manter a trajectória actual parece ser a opção mais estratégica, especialmente com rumores a sugerirem que Alex Marquez poderá transferir-se para a KTM, exigindo uma reorganização por parte da chefe de equipa Nadia Padovani.
Poderá Fermin Aldeguer ser o próximo herdeiro do legado de Marc Marquez? Ao prolongar o contrato de Aldeguer até 2028, a Ducati não está apenas a assegurar um talento promissor, mas também a posicionar-se para uma mudança regulamentar crucial em 2027. Entretanto, Marquez continua a negociar o seu futuro, procurando um contrato de um mais um ano, em vez de um compromisso firme de duas temporadas. Isto abre espaço a especulações sobre uma possível saída no final de 2027, com rumores de um eventual regresso à Honda já a circularem.
Caso isso aconteça, Aldeguer estará preparado para assumir o protagonismo como sucessor natural de Marquez. Mesmo que Marquez permaneça até 2028, Aldeguer beneficiará imensamente da experiência inestimável de competir ao lado de um dos maiores pilotos da história. Ainda no início do seu percurso no MotoGP, Aldeguer aceita de forma prudente a ideia de que não estará numa moto oficial antes, pelo menos, da sua quinta temporada — uma decisão calculada com vista a garantir bases sólidas para o sucesso futuro.
À medida que continua a evoluir com a Gresini, poderá aperfeiçoar as suas capacidades sem a pressão imediata associada a um lugar de fábrica. Quando chegar 2027, surgirá como um piloto mais maduro e preparado para enfrentar os desafios de uma nova era. A Ducati não está apenas a assegurar o seu futuro imediato; está também a construir um legado. Se tudo correr conforme planeado, esta renovação contratual poderá vir a ser vista como o momento em que a Ducati garantiu a sua próxima superestrela.












