A Suzuki Motor Corporation divulgou a 5 de fevereiro os resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre do exercício fiscal de 2025 (outubro a dezembro de 2025), revelando um cenário misto: crescimento de receitas, mas compressão da rentabilidade operacional.
Durante o período em análise, a construtora japonesa registou receitas de 4.516,6 mil milhões de ienes (aproximadamente 24,4 mil milhões de euros), traduzindo um aumento homólogo impulsionado sobretudo pela forte procura no mercado indiano e pelo crescimento das matrículas no Japão. No entanto, o lucro operacional fixou-se em 429,1 mil milhões de ienes (cerca de 2,3 mil milhões de euros), representando uma quebra face ao mesmo período do exercício anterior.
Esta descida da rentabilidade operacional — a primeira em cinco trimestres — foi atribuída principalmente à valorização do iene na primeira metade do exercício e ao aumento dos preços das matérias-primas, fatores que pressionaram as margens da empresa.
Ao nível do resultado antes de impostos, a Suzuki registou 520,9 mil milhões de ienes (2,8 mil milhões de euros), menos 27,2 mil milhões de ienes em termos homólogos. Já o resultado líquido trimestral atingiu 306,4 mil milhões de ienes (1,7 mil milhões de euros), uma ligeira redução de 5,3 mil milhões de ienes face ao ano anterior.
Apesar do contexto cambial adverso, o desempenho comercial mostrou-se robusto. As vendas globais de automóveis aumentaram em 54 mil unidades, impulsionadas pela revisão da GST (Goods and Services Tax) na Índia, que estimulou a procura, e pelo crescimento das matrículas no mercado japonês. No segmento das duas rodas, as vendas globais cresceram 146 mil unidades, com destaque para a Índia, América Latina e outras regiões emergentes.
A construtora sublinhou ainda que persistem riscos associados a constrangimentos no fornecimento de semicondutores, situação que se mantém desde outubro de 2025. Ainda assim, graças à cooperação com parceiros comerciais e aos esforços do departamento de aprovisionamento, a empresa tem conseguido minimizar o impacto produtivo através da utilização de componentes alternativos.
Perspetivando o fecho do exercício, a Suzuki reviu em alta as suas previsões anuais, refletindo ajustamentos nas estimativas cambiais e um controlo mais rigoroso dos custos fixos. A empresa antecipa agora receitas totais de 6.200 mil milhões de ienes (33,5 mil milhões de euros) e um lucro operacional de 570 mil milhões de ienes (3,1 mil milhões de euros).
No que respeita à remuneração dos acionistas, está previsto um aumento do dividendo final em 1 iene, elevando o dividendo anual estimado para 46 ienes (0,25 euros), o que representa um crescimento de 12,2% face ao exercício anterior. A empresa reafirma ainda a prioridade dada a investimentos estratégicos orientados para o crescimento, em linha com o seu plano de gestão de médio prazo.











