O Autódromo do Estoril sob sérias preocupações de segurança: penúltima ronda do Mundial de SBk em risco.
Um artigo publicado na imprensa nacional na passada semana trouxe, de novo, o tema do futuro do Autódromo do Estoril para a ribalta. Palco histórico de grandes momentos do motociclismo, encontra-se envolto em incerteza devido a problemas significativos de segurança estruturais. Com uma ronda do Campeonato do Mundo de Superbike agendada para 9 a 11 de outubro, o futuro do circuito permanece indefinido.
Para os adeptos do desporto motorizado, o Estoril representa capítulos memoráveis. Foi neste traçado que Marc Márquez protagonizou uma recuperação histórica ao vencer na categoria 125cc em 2010, partindo das últimas posições. O circuito foi também cenário de duelos marcantes envolvendo pilotos como Dani Pedrosa, Casey Stoner, Jorge Lorenzo e Valentino Rossi. Apesar desse legado, o Estoril deixou de integrar o calendário da MotoGP após 2012, sendo substituído pelo Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.
O problema atual resulta de um estado avançado de degradação das infraestruturas, segundo vários órgãos de comunicação social nacionais. Esta situação levanta dúvidas sobre a viabilidade da realização da prova de Superbike e também da etapa do Moto JuniorGP, prevista para 12 a 14 de junho. De acordo com o jornal Público, mais de 50 dias de atividade em pista já foram cancelados para 2026, refletindo a necessidade urgente de intervenções estruturais.
A gravidade do cenário levou ao encerramento indefinido da bancada A por motivos de segurança, sem previsão de reabertura. Nuno Piteira Lopes, representante da Câmara Municipal de Cascais, admitiu a possibilidade de uma requalificação profunda do circuito. Referiu ainda que 2026, ano que assinala 30 anos desde o último Grande Prémio de Fórmula 1 no Estoril (realizado entre 1984 e 1996), poderá representar uma oportunidade estratégica para revitalizar o espaço.
Paralelamente têm vindo a público especulações relativas à possibilidade de haver interesses escondidos que podem conduzir ao encerramento daquela estrutura desportiva, face ao interesse do local para fins imobiliários.
Perante este contexto, permanece a incerteza quanto ao regresso das Superbikes ao Estoril. O desfecho dependerá da capacidade de assegurar as condições exigidas pelas entidades reguladoras. O futuro do circuito, símbolo histórico do desporto motorizado em Portugal, encontra-se num momento decisivo e muito crítico,











