Superbike 2026: uma mudança de peso na dinâmica das equipas — mais mudanças nas equipas técnicas do que entre os pilotos!
Seja em que disciplina for, os holofotes costumam incidir sobre transferências de pilotos e movimentos de mercado. No entanto, a temporada de 2026 promete ser um verdadeiro ponto de viragem, não apenas para os atletas, mas para os cérebros técnicos que trabalham nos bastidores. Este ano registou-se uma rotatividade impressionante de chefes de equipa técnica — figuras-chave que fornecem aos pilotos as ferramentas necessárias para o sucesso no calor da competição.
A revolução começa com a icónica equipa Ducati Aruba, onde Iker Lecuona será acompanhado pelo experiente Andrea Oleari. Oleari vem de uma temporada a orientar Dominique Aegerter na GRT, e a sua experiência promete causar impacto no paddock. Entretanto, Axel Bassani prepara-se para uma nova parceria com Uri Pallares, que fez a transição para a Bimota após um período de destaque com Jonathan Rea na Yamaha. Pallares já tinha trabalhado com Rea durante o seu período de domínio na Kawasaki, trazendo um vasto conhecimento para a nova função.
Numa mudança surpreendente, Álvaro Bautista fez uma aposta ousada ao mudar-se para a Barni, terminando a sua longa colaboração com Giulio Nava. Nava passará agora a trabalhar com Andrea Locatelli na Yamaha, assinalando uma alteração significativa na dinâmica das equipas. Esta reorganização inclui também Miguel Oliveira, que se junta a Andrew Pitt, antigo chefe técnico de Jonathan Rea, que substitui Phil Marron, anteriormente associado a Toprak Razgatlioglu.
Mas as mudanças não ficam por aqui! Garrett Gerloff volta a unir forças com Pearson na Kawasaki, retomando a parceria da sua temporada de estreia, enquanto Álvaro Bautista contará também com Luca Minelli, que já trabalhou com Danilo Petrucci. As equipas Yamaha continuam a reorganizar-se, com Tom O’Kane a mudar de lado para apoiar Xavi Vierge, acrescentando mais intriga ao cenário.
Tarran Mackenzie inicia igualmente um novo capítulo ao juntar-se a Paolo Zavalloni, um engenheiro experiente com um percurso na MotoGP desenvolvido na Gresini Racing. A saída de Michael van der Mark para a equipa BMW no Campeonato do Mundo de Resistência abriu espaço para Danilo Petrucci trabalhar com Marcus Eschenbacher, marcando uma transição importante para ambos.
Stefano Manzi ficará sob a orientação de Tommaso Noccioli, enquanto Rato e Surra trabalharão respetivamente com Caprani e Cambarau. Em contraste, Nicolò Bulega manter-se-á fiel ao seu colaborador de confiança Tommaso Raponi, e Alex Lowes e Sam Lowes continuarão as suas parcerias com Pere Riba e Gorka Segura. Montella irá trabalhar com Corsini, enquanto Damiano Evangelisti se juntará a Remy Gardner.
Por fim, Bahattin Sofuoglu irá unir-se a Federico D’Alessandro, completando uma temporada marcada por parcerias inéditas e realinhamentos estratégicos.
À medida que o mundo do Superbike se prepara para a temporada de 2026, a mudança profunda nas relações entre pilotos e chefes técnicos poderá redefinir o panorama competitivo.











