O cronómetro contou uma história familiar no WorldSBK, em Jerez: praticamente “nada” a separar o pelotão.
Com o segundo dia de testes a desenrolar-se ainda sob condições de pista complicadas, Nicolò Bulega liderou a tabela de tempos com uma volta em 1:39.331, estabelecendo a referência após 24 voltas e confirmando a intensidade que já se sente antes do início da nova temporada. O italiano, vice-Campeão do Mundo, não deixou “pergaminhos por mãos alheias” e impôs a sua lei aos comandos da nova Ducati Panigale V4R, perante um plantel bastante equilibrado.
Atrás de si, as diferenças foram mínimas. Alex Lowes, com a Bimota, ficou a apenas 0.119s de distância, e Xavi Vierge, na melhor das Yamaha em pista, a +0.439s, depois de completar uma jornada de 34 voltas.
Confirmando o bom momento revelado no ano passado aos comandos da Ducati da equipa Elf Marc VDS, Sam Lowes foi 4.º, +0.480s e melhor privado, Michael van der Mark, piloto de testes da BMW, foi o melhor dos homens da marca bávara, em 5.º, +0.505s e Iker Lecuona, ainda a conhecer a sua Panigale oficial, ficou em 6.º, a apenas +0.648s do seu novo companheiro de equipa, Bulega.
Seis pilotos separados por menos de sete décimos sublinharam o quão competitivo o pelotão se tornou.
Miguel Oliveira prossegue o seu trabalho de adaptação à nova categoria – à BMW M1000 RR que nada tem a ver com as máquinas do MotoGP a que estava habituado – manteve o foco no programa de trabalho, concentrando-se claramente no progresso estruturado, mais do que na procura de tempos de destaque.
O piloto português terminou a sessão na 12.ª posição, com a melhor volta em 1:40.447, apenas 1.116 segundos atrás do tempo mais rápido. Oliveira completou 29 voltas, mantendo a consistência e seguindo fielmente o seu programa de adaptação planeado aos comandos da moto alemã.
De forma significativa, Oliveira ficou apenas a dois milésimos de segundo de Garrett Gerloff, 11.º classificado, evidenciando quão reduzidas foram as margens em todo o meio do pelotão.
Sem margem de erro em todo o top 15
A intensidade estendeu-se profundamente na classificação:
Andrea Locatelli (Yamaha) – 8.º
Stefano Manzi (Yamaha) – 9.º
Tets Nagashima (HRC Test Bike) – 10.º
Jake Dixon (Honda)– 13.º
Yari Montella (Ducati) – 14.º
Álvaro Bautista (Ducati) – 15.º
Do primeiro ao décimo quinto classificado, todo o grupo ficou separado por apenas 1.144 segundos — um sinal claro de quão implacável se está a tornar o panorama do WorldSBK para 2026.











