Marc Márquez conquistou o Grande Prémio de Aragão, alcançando a sua oitava vitória na categoria rainha em MotorLand e mantendo-se invicto neste circuito desde que se juntou à Ducati. Apesar de ter perdido a pole position para Marco Bezzecchi, que estabeleceu um novo recorde da pista, o espanhol não deu hipóteses nas corridas, superando o italiano tanto na Sprint como na prova principal.
Um dos momentos decisivos aconteceu quando Márquez atacou Bezzecchi na reta traseira, concretizando uma ultrapassagem a mais de 300 km/h que lhe permitiu assumir a liderança.
O piloto da Ducati terminou a corrida com 1,7 segundos de vantagem sobre Pedro Acosta, que conseguiu manter-se relativamente próximo durante grande parte da prova. Márquez aumentou o ritmo na fase decisiva e conquistou a margem necessária para controlar as últimas voltas, embora o triunfo tenha sido menos confortável do que algumas das vitórias que alcançou anteriormente em MotorLand.
O resultado assume particular significado devido às limitações físicas que Márquez continua a enfrentar como consequência da lesão no braço direito sofrida no Grande Prémio da Indonésia de 2025.

O espanhol continua à procura daquilo a que chama o seu «novo 100%», procurando adaptar a pilotagem às atuais limitações físicas. Essa realidade obriga-o também a distinguir os fins de semana em que sente condições para atacar daqueles em que precisa de adotar uma abordagem mais defensiva e limitar os riscos.
Silverstone foi um exemplo claro dessas dificuldades. Márquez terminou em nono no sábado e em sétimo no domingo, num fim de semana em que esteve longe de conseguir apresentar o mesmo nível competitivo demonstrado em Aragão.
As dificuldades físicas do piloto ficaram ainda mais evidentes recentemente durante um episódio do ‘Inside’ da Ducati. Numa conversa captada pelas câmaras, Márquez admitiu que, em determinados momentos, «não tinha controlo» sobre o braço direito, numa declaração que aparentemente não esperava que viesse a tornar-se pública.
Depois da vitória em MotorLand Aragón, Márquez partilhou várias imagens do fim de semana nas redes sociais. Uma delas chamou particularmente a atenção por mostrar o estado do seu braço direito, visivelmente diferente do esquerdo.
A imagem voltou a colocar em evidência as consequências físicas das lesões sofridas pelo espanhol e as limitações com que continua a competir, apesar de estar novamente envolvido diretamente na luta pelo Campeonato do Mundo de MotoGP.
Márquez ocupa atualmente a segunda posição da classificação geral e continua a aproximar-se da liderança, transformando a gestão da condição física num dos elementos determinantes da sua temporada.
A dimensão das limitações enfrentadas pelo piloto da Ducati foi também destacada por Máximo Quiles, jovem piloto que integra a estrutura de representação de Márquez. Depois da corrida, Quiles foi questionado sobre o desempenho do espanhol e deixou uma declaração particularmente forte sobre o estado físico do oito vezes campeão mundial.
«O Marc não anda com um braço e meio, anda apenas com um braço, porque tem o outro completamente destruído», afirmou Quiles.
As palavras do jovem espanhol ajudam a colocar em perspetiva aquilo que Márquez está a conseguir esta temporada. Mesmo sem considerar que recuperou totalmente a capacidade do braço direito, o piloto da Ducati continua a vencer corridas e a lutar diretamente pelo título mundial.
Aragão foi precisamente um dos fins de semana em que Márquez sentiu que podia atacar. E, apesar das limitações físicas que continuam visíveis, o espanhol saiu de MotorLand com o máximo de pontos e novamente mais perto da liderança do Campeonato do Mundo.

