Pecco Bagnaia critica falhas de segurança no MotoGP e aponta o dedo (também) aos pilotos

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Segurança no MotoGP debaixo de fogo: Pecco Bagnaia arrasa colegas pela falta de ação!

O campeão de MotoGP Pecco Bagnaia criticou duramente os seus colegas pilotos devido aos graves problemas de segurança que continuam a afetar a modalidade. O motivo desta explosiva tomada de posição? O alarmante acidente de Jorge Martin durante uma sessão de treinos, que voltou a reacender o debate sobre a segurança em pista. Enquanto alguns pilotos defendem a implementação de um “protocolo de concussão” semelhante ao utilizado no râguebi, outros, como Enea Bastiannini, criticaram ferozmente certos circuitos, em particular o controverso Balaton Park, onde sofreu uma perigosa queda na temporada passada. No entanto, Bagnaia não poupou críticas — para ele, o verdadeiro problema vai muito além dos circuitos.

Bagnaia reconheceu de forma clara o perigo da secção onde Martín sofreu o acidente, admitindo também que não aprecia particularmente o atual traçado do Circuito de Barcelona-Catalunha. “Este circuito está numa situação precária há mais de seis anos. É uma das pistas mais bonitas pela configuração das bancadas e pela construção, mas está completamente arruinada pelos problemas de aderência. O asfalto é horrível; não há tração nenhuma. No momento em que forçamos, acabamos fora da pista”, lamentou Bagnaia. O italiano acrescentou ainda que o acidente de Martín não resultou de negligência, mas sim das falhas inerentes ao circuito — uma situação que inevitavelmente faz recordar a trágica morte de Luis Salom no mesmo local em 2016.

Apesar das várias vozes a exigirem melhorias, Bagnaia criticou diretamente os restantes pilotos pela falta de ação concreta. “É como reclamar dos políticos sem votar. É absurdo! Na semana passada em Ler Mans, apenas três de nós apareceram numa importante reunião da Comissão de Segurança. Foi introduzida uma regra importante a meio da temporada, algo que dificilmente é justo. Se uma regra é implementada, deveria ser no final do ano para evitar colocar pilotos em risco durante as corridas”, afirmou.

Mas o apelo de Bagnaia à união entre os pilotos parece não ter tido efeito. O italiano mostrou-se desapontado com a falta de envolvimento dos colegas, especialmente relativamente à ideia de criar uma associação de pilotos. “É essencial que mais pilotos participem nestas reuniões antes dos Grandes Prémios. Se continuarmos a repetir os mesmos pontos como representantes de um sindicato, nada vai mudar. Tentámos criar isto com Sylvain Guintoli, mas acabou por falhar porque nem todos estavam comprometidos. Alguns pilotos, especialmente da KTM, decidiram ficar de fora. Este não é o caminho”, concluiu, deixando transparecer toda a sua frustração.

Os acontecimentos seguintes do fim de semana só vieram reforçar ainda mais a opinião do italiano.

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