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BMW de Miguel Oliveira estreia braço oscilante ao estilo da Ducati

Publicado a 26 de Setembro de 2026, às 01h30  ·  5 min de leitura

A BMW de Miguel Oliveira estreou na sexta-feira, em Cremona, na ronda italiana do Mundial de Superbikes, um braço oscilante novo que o site GPOne descreve como ao estilo da Ducati. Segundo o mesmo site, a marca alemã já pensa em 2027, leitura que a BMW não confirmou.

O essencial

  • Segundo a GPOne, o braço oscilante que a BMW de Miguel Oliveira estreou em Cremona segue o estilo do da Ducati, leitura que a BMW não confirmou.
  • Oliveira contou à Speedweek que a BMW homologou a peça e a pôs em pista de imediato, depois de muito trabalho da equipa de testes.
  • O português fez o 9.º tempo de sexta-feira, com 1min28,922s, a 0,814 s de Iker Lecuona.

A BMW de Miguel Oliveira estreou na sexta-feira, em Cremona, na ronda italiana do Mundial de Superbikes, um braço oscilante novo que o site GPOne descreve como ao estilo da Ducati. Segundo o mesmo site, a marca alemã já pensa em 2027, leitura que a BMW não confirmou.

O que se sabe da peça nova

A BMW M 1000 RR de Miguel Oliveira no fim de semana de Cremona, em que estreou o braço oscilante novo.
A BMW M 1000 RR de Miguel Oliveira no fim de semana de Cremona, em que estreou o braço oscilante novo.

O site italiano GPOne deu pela peça logo no primeiro dia da ronda, na BMW M 1000 RR do português. Quem explicou de onde vinha foi o próprio Oliveira, que contou à Speedweek que a BMW homologou o braço oscilante e o pôs em pista de imediato, depois de muito trabalho da equipa de testes. Por isso, o piloto começou o fim de semana já com ele.

Para que serve um braço oscilante

O braço oscilante segura a roda traseira, está preso ao quadro e trabalha em conjunto com o monoamortecedor. É através dele que a força do motor passa para o asfalto quando a moto sai das curvas ainda inclinada.

A Ducati mexeu exatamente nesta peça na Panigale V4 de 2025. Deixou o monobraço e passou a um braço oscilante de dois lados, em alumínio, com recortes largos que mostram a jante traseira. A Motorcycle News escreveu que a rigidez lateral desceu 37%, para dar mais tração e melhor sensação a quem conduz na saída das curvas. Segundo a Ducati, toda a traseira pesa menos 3,8 kg do que na geração anterior.

Da peça da BMW não se conhece um número assim, porque a marca não divulgou a rigidez.

O que disse Miguel Oliveira

Miguel Oliveira com a BMW M 1000 RR n.º 88 em Cremona.
Miguel Oliveira com a BMW M 1000 RR n.º 88 em Cremona.

O piloto português não quis fazer contas ao efeito da peça. “É difícil dizer quando se começa logo com ela e não há uma comparação direta”, disse à Speedweek.

“Os braços oscilantes não fazem uma diferença de um segundo ou de meio segundo”, explicou Oliveira. “Espero, ainda assim, que o novo braço oscilante nos ajude a ser mais consistentes.”

Nono tempo na sexta-feira

Miguel Oliveira nos treinos de Cremona, onde fechou a sexta-feira com o nono tempo.
Miguel Oliveira nos treinos de Cremona, onde fechou a sexta-feira com o nono tempo.

Somados os treinos de sexta-feira, Oliveira ficou com o 9.º tempo, 1min28,922s, a 0,814 s dos 1min28,108s de Iker Lecuona (Aruba.it Racing Ducati), segundo a Speedweek. O português achou que podia ter rodado três ou quatro décimas mais depressa. O companheiro de equipa, Danilo Petrucci, ficou a cerca de 1,9 s do primeiro, com 1min30,017s, de acordo com a Crash.net.

A equipa chegou a Itália a precisar de reagir, depois de duas rondas difíceis em Donington Park e em Magny-Cours, segundo a Road Racing World. Em França, Oliveira não passou do 16.º tempo no primeiro treino livre, como o Motociclismo contou na altura.

A BMW de Miguel Oliveira e a época de 2027

Oliveira tem contrato com a BMW para 2027 e mais além, uma renovação que o Motociclismo noticiou no dia do anúncio. Segundo o WorldSBK, a 3 de setembro, Petrucci sai no fim de 2026, numa decisão tomada a meias com a marca. A 9 de setembro, a BMW anunciou que o companheiro de equipa do português em 2027 será Brad Binder.

Na gama de estrada, a BMW M 1000 RR de 2027 estreia um quadro novo inspirado no Mundial de Superbikes. É uma peça que a marca alemã leva da pista para a moto que se compra no concessionário.

A BMW não disse se o braço oscilante estreado em Cremona é a solução que leva para 2027. A marca também não comentou a comparação com a Ducati feita pela GPOne.

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Perguntas e respostas

Que peça nova leva a BMW de Miguel Oliveira em Cremona?

Leva um braço oscilante novo, que a BMW homologou e decidiu usar de imediato, como Oliveira contou à Speedweek. Segundo o site italiano GPOne, a peça segue o estilo do braço oscilante da Ducati e a marca já pensa em 2027, mas a BMW não o confirmou.

O que tem de especial o braço oscilante da Ducati Panigale V4?

Na Panigale V4 de 2025, a Ducati trocou o monobraço por um braço oscilante de dois lados, em alumínio, com recortes largos. Segundo a Motorcycle News, tem menos 37% de rigidez lateral, para dar mais tração à saída das curvas, e a traseira ficou 3,8 kg mais leve, de acordo com a Ducati.

Quanto tempo vai ganhar a BMW com o novo braço oscilante?

Não se sabe, e a BMW não divulgou dados da peça. Miguel Oliveira disse à Speedweek que os braços oscilantes não fazem uma diferença de um segundo ou de meio segundo, e que espera sobretudo mais consistência.

Redação

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