Fabio Quartararo deixa declaração inesperada sobre Yamaha: «Não quero ajudar»

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O resultado do último fim de semana voltou a refletir a complicada temporada que Fabio Quartararo está a atravessar com a Yamaha, naquela que será a sua última época antes da mudança para a Honda em 2027. Campeão do mundo em 2021 e vice-campeão em 2022, o francês tem visto os seus resultados condicionados pela perda de competitividade da moto da marca japonesa, numa altura em que as soluções testadas continuam sem produzir os resultados esperados.

Durante a corrida Sprint de sábado, Quartararo percebeu que o desempenho do motor da Yamaha começava a deteriorar-se, tendo reconhecido imediatamente sensações semelhantes às que já tinha experimentado anteriormente.

«Na reta já percebia que o desempenho do motor estava a começar a baixar. Aconteceu-me na Tailândia. Era exatamente a mesma sensação. Sabia que, a qualquer momento, ia falhar», lamentou o francês.

Apesar de já ter o futuro definido para 2027, Quartararo continua envolvido no trabalho de desenvolvimento da Yamaha. O fim de semana acabou, contudo, por assumir um caráter muito mais experimental do que competitivo, com o francês a testar diferentes soluções na M1.

«Este fim de semana trabalhei mais como um piloto de testes. Experimentei o quadro três vezes, mas não funciona. Temos também um sistema diferente de ligações da suspensão, mas não estamos a fazer progressos, por isso estou a pilotar praticamente com uma moto standard», explicou.

As sucessivas mudanças de quadro também não produziram as melhorias esperadas e acabaram por dificultar a procura de uma afinação consistente.

«Quando mudas de um quadro para outro, mesmo que a diferença não seja muito grande, as sensações nunca são exatamente as mesmas. Estava um pouco perdido, mas é assim que as coisas funcionam. Tentamos sempre encontrar mais desempenho», afirmou.

Com tantas experiências realizadas ao longo do fim de semana, Quartararo reconheceu que acabou por não conseguir dedicar o tempo necessário à preparação específica da moto para a corrida.

«Este fim de semana foi mais uma sessão de testes do que uma procura de desempenho», resumiu.

Mais surpreendentes foram, contudo, as declarações do francês sobre o trabalho de desenvolvimento da Yamaha. Questionado sobre a possibilidade de continuar a ajudar a marca a preparar o futuro, Quartararo admitiu não estar disponível para assumir esse papel em determinadas circunstâncias.

«Por motivos pessoais, não quero ajudar», afirmou, sem explicar concretamente as razões para essa posição.

Ainda assim, Quartararo garantiu que continua concentrado em tentar melhorar a situação durante o restante período que passará com a Yamaha.

«Estamos a tentar progredir este ano. Mas, no final, se as coisas não melhorarem, não há muito que possamos fazer», concluiu.

A relação entre Quartararo e a Yamaha aproxima-se assim da fase final depois de várias temporadas em conjunto, incluindo a conquista do título mundial de 2021. Com a mudança para a Honda prevista para 2027, o francês continua a procurar resultados durante os últimos Grandes Prémios com a marca de Iwata, embora as dificuldades técnicas e a ausência de progressos estejam a tornar cada vez mais complicada a missão de regressar às posições da frente.

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